CGTP-IN sobre Venezuela
«Respeite-se a vontade soberana do povo», apela a CGTP-IN, num comunicado de imprensa que emitiu na terça-feira, dia 25, acerca da eleição da Assembleia Constituinte, este domingo, na Venezuela.
«Os venezuelanos têm a oportunidade de, democraticamente, com o seu voto, decidirem o futuro que pretendem para o seu país», numa votação «convocada ao abrigo do artigo 348 da Constituição bolivariana» e que «é aberta à participação de todos, incluindo os que, como os partidos de direita, antes a reclamavam e hoje a rejeitam».
Para a Intersindical Nacional, «as pressões externas, militares, políticas e económicas, que a Venezuela vem sofrendo, constituem uma inaceitável ingerência» e «uma tentativa de condicionar a legitimidade democrática» da eleição de uma assembleia constituinte. A Inter alerta que «o simulacro do plebiscito, realizado pelas forças políticas mais retrógradas do país com o apoio dos EUA e da UE, o lockout do grande patronato contra a economia venezuelana e o atentado ao Estado de direito, que resultou da indicação de juízes comprometidos com a contra-revolução para um Supremo Tribunal de Justiça fantoche, confirmam que estamos perante uma nova tentativa de um golpe de Estado promovido pela direita».