Exército sírio defende soberania e integridade
SÍRIA As forças armadas sírias avançam e consolidam posições na região de Deir Ezzor na luta contra o «Estado Islâmico» e, nas acções militares mais importantes, recebem apoio da Rússia e do Irão.
Tensão entre EUA e Rússia agravou-se muito na Síria
O Exército sírio e as milícias aliadas consolidam posições face ao «Estado Islâmico» (EI) a 120 quilómetros a Sul de Deir Ezzor, capital da província homónima, segundo fontes militares em Damasco, citadas pela Prensa Latina.
Depois de um «avanço complicado» pelo deserto do Leste da Síria, essas unidades já dominam as áreas de Al Washah e Al Waer, a Sudeste da cidade, sitiada desde há anos pelos terroristas do EI.
Os avanços em direcção a Deir Ezzor, que só é reabastecida por via aérea, permitem às forças sírias a criação de pontos de partida para ampliar as ofensivas até à cidade e à zona de Abu Kamal, considerada a «capital» do EI, após a sua expulsão de Raqqa.
Em Raqqa continuam combates envolvendo as «Forças Democráticas Sírias», apoiadas pelos Estados Unidos, contra o EI, mas, sobretudo, visando impedir a ofensiva do exército sírio.
A região de Deir Ezzor, 450 quilómetros a Noroeste de Damasco, tem sido palco de combates em que as forças armadas sírias recebem apoio aéreo da Rússia. Este país atacou posições do EI, no sábado, 24, com mísseis de cruzeiro Kalibr lançados por navios e submarinos da sua armada.
As relações no teatro de guerra da Síria entre a Rússia e os EUA agravaram-se depois de um avião Su-22 sírio, que bombardeava posições do EI, ter sido derrubado por um caça norte-americano.
Segundo a imprensa russa, Moscovo actua na região de maneira legítima, a convite do governo soberano sírio, enquanto a presença dos EUA é ilegal. «Se os estado-unidenses querem “participar” no desmantelamento da Síria, então a Rússia tem armas para defender a soberania e a integridade territorial daquele país», avisava há dias um analista da rede Sputnik.
Israel ataca no Sul
Israel lançou, no domingo, 25, mísseis contra posições do Exército da Síria, nos arredores de Quneitra, a 40 quilómetros de Damasco.
Foram atacadas duas baterias de artilharia e um camião com munições, alegadamente, em resposta a explosões nos Montes Golã, território sírio ocupado por Israel desde 1967.
O ataque israelita em apoio de grupos terroristas que combatem as tropas sírias foi o segundo incidente do género no fim-de-semana.