Solidariedade com o povo da Venezuela

SOLIDARIEDADE O Dia da independência da Venezuela, assinalado a 5 de Julho, vai ser comemorado pela embaixada daquele país junto à estátua de Simon Bolivar, na Avenida da Liberdade.

O que está em causa na Venezuela é uma tentativa de golpe de Estado

O Conselho Português para a Paz e a Cooperação (CPPC) considera que este é o momento para os democratas portugueses manifestarem a sua «solidariedade às forças progressistas e ao povo venezuelano», associando-se às comemorações do Dia da Independência da Venezuela.

Em documento divulgado na segunda-feira, 26, o CPPC alerta para o facto de a Venezuela está a ser alvo de uma «acção de ingerência e desestabilização que, explorando reais problemas económicos, visa paralisar a acção do seu legítimo governo, confrontar a Constituição venezuelana e atacar o processo bolivariano e as suas realizações».

De acordo com o documento, «Não são os interesses do povo venezuelano que estão por detrás do boicote económico, açambarcamento e especulação. Não são os valores democráticos que estão por detrás dos actos de violência com que grupos reaccionários e de extrema direita tentam lançar o caos naquele País. Não é a verdade que se defende quando se apresenta como opressor um governo democraticamente eleito que tenta manter a ordem e assume a defesa da lei e da Constituição. Não são os interesses da Venezuela e os valores da paz que estão por detrás das acções de uma “oposição” que instiga à agressão externa contra a Venezuela».

O que está verdadeiramente em causa na Venezuela, afirma-se, é uma «tentativa de golpe de Estado contra um país soberano, contra a sua Constituição e o seu legítimo governo. Um golpe antidemocrático, atentatório da soberania e independência da Venezuela bolivariana, direccionado contra todos aqueles que continuam empenhados em construir um futuro de progresso social, de afirmação soberana e de cooperação entre os Estados da América Latina visando o interesse dos trabalhadores e povos daquela região.

«O verdadeiro objectivo que preside às manobras de ingerência e desestabilização contra a Venezuela e às campanhas de mentira e manipulação que as acompanham, é o da tentativa de recuperação do domínio dos EUA posto em causa com os processos progressistas na América Latina».

Por isso o CPPC considera que «estar ao lado do povo venezuelano, dos seus direitos e da verdade significa estar do lado dos que, depois das Honduras, do Paraguai e do Brasil, resistem a mais uma tentativa de golpe de Estado no continente latino-americano. É prestar solidariedade ao povo da Venezuela defendendo a sua soberania. É rejeitar a criminosa guerra económica, mediática, política e diplomática movida contra a Venezuela, um país que tantos emigrantes portugueses acolheu.»

Golpe frustrado

O presidente Nicolás Maduro anunciou este domingo que a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) frustrou no dia 24 uma tentativa de golpe de Estado contra o governo, que estaria em preparação por sectores da direita venezuelana em colaboração com forças externas. Segundo Maduro, os autores da intentona propunham-se aliar a ofensiva diplomática que teve lugar nos últimos dias – designadamente os ataques à Venezuela durante as reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU e na Assembleia Geral da Organização de Estados Americanos – com acções criminosas e assassínios, culminando com «pronunciamento militar» de altos funcionários da FANB, violência nas ruas e em espaços militares. Inserem-se no âmbito deste plano os apelos da direita para as «marchas» em Caracas e as manifestações às portas dos quartéis, precisou o presidente. Mas os planos saíram furados e o que «aconteceu a 24 de Junho foi um acto de reafirmação revolucionária da Força Armada Nacional Bolivariana, de reafirmação bolivariana e chavista», evidenciada nos actos comemorativos da Batalha de Carabobo e do Dia do Exército Bolivariano.

Entretanto, o Conselho Nacional Eleitoral anunciou que vai pedir ao Supremo Tribunal de Justiça que tome medidas para evitar a sabotagem política das eleições para a Assembleia Nacional Constituinte. A presidente daquele órgão, Tibisay Lucena, justificou a medida com a necessidade de proteger o direito de voto dos venezuelanos face às ameaças da oposição de possíveis acções contra as eleições, marcadas para 30 de Julho.

 



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