Quatro mil reformados em Piquenicão reclamam aumentos e direitos

REFORMADOS Milhares de reformados, pensionistas e idosos participaram este fim-de-semana no Piquenicão do Murpi. O aumento de todas as pensões esteve à cabeça das reivindicações.

Não aceitamos que reformas acima dos 800 euros continuem congeladas

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A iniciativa nacional promovida pela 22.ª vez pela Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos – Murpi, decorreu ao longo de todo o dia de domingo, 28, na Mata Nacional de Cabeção, em Mora. A autarquia, de maioria CDU, teve um papel central nas boas condições criadas para acolher as cerca de quatro mil pessoas que se deslocaram até ao concelho alentejano, oriundas de dez distritos do território continental (Porto, Coimbra, Covilhã, Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal, Portalegre, Évora, Beja e Faro), destacou a organização.
Actuaram, distribuídos por três palcos, 60 grupos de cantares e de música afectos a associações de reformados e universidades seniores de vários pontos do País. Mas a festa-convívio também se fez de luta. Desde logo pegando naquele trabalho de valorização do património cultural para reivindicar, à Administração Central, o apoio a este tipo de actividades de intervenção social e lúdica, desenvolvidas pelo movimento associativo e que se afirmam, cada vez mais, como componentes essenciais da democratização do acesso e fruição da cultura por parte dos reformados e respectivas famílias, destacou o presidente do Murpi, Casimiro Menezes.

Avançar

Depois de breves palavras dirigidas aos participantes por parte dos presidentes da Federação Distrital das Associações de Reformados de Évora e da Câmara Municipal de Mora, Casimiro Menezes aproveitou o lema do 22.º Piquenicão – «Aumento de todas as Pensões / Envelhecer com  Direitos», para reiterar o leque de reivindicações das quais reformados, pensionistas e idosos não abdicam. À cabeça encontra-se o crescimento geral das pensões.
«Valorizamos o que se conseguiu», disse, referindo-se ao «aumento extraordinário» proposto pelo PCP e alcançado «pela vossa luta, pela luta do Murpi». Porém «não aceitamos que reformas acima dos 800 euros continuem congeladas desde 2011», continuou, defendendo, por isso, já para 2018, aumentos transversais que não só reponham o poder de compra perdido ao longo dos anos como promovam justiça social.
Além do mais, o Murpi pretende o reforço da protecção social para combater a pobreza, a exclusão e as desigualdades sociais, bem como o fim de «situações escandalosas de exploração dos idosos e das suas famílias» quando se colocam situações de dependência.
Uma «Segurança Social pública, universal e solidária», «robusta e sã»; um Serviço Nacional de Saúde com financiamento e meios adequados às exigências e acessível a todos (o que não sucede fruto das taxas moderadoras, da sobre-penalização dos doentes crónicos e daqueles utentes impossibilitados de se deslocarem por ausência de transporte compatível com as suas condições e rendimentos), ou o direito à mobilidade foram igualmente exigências reiteradas por Casimiro Menezes em nome do Murpi.
No Piquenicão do Murpi estiveram presentes delegações do PCP e do Grupo Parlamentar do Partido (João Oliveira), representantes do MDM, da Inter-Reformados da CGTP-IN e da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto.



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