Uma Vitória da paz, da democracia e do socialismo

EVOCAÇÃO A 9 de Maio comemora-se o Dia da Vitória, quando a Alemanha nazi foi obrigada a render-se formalmente à União Soviética (URSS).

A luta pela paz é de novo um factor fundamental

Image 22641

Com a Vitória sobre o nazi-fascismo chegava ao fim a II Guerra Mundial (1939 a 1945) na Europa, tendo prosseguido no continente asiático até 2 de Setembro, com a capitulação do Japão. Para despertar esse dia foram necessários sacrifícios extraordinários, em primeiro lugar dos comunistas e de outros antifascistas (as primeiras vítimas do nazi- -fascismo); foi necessário travar a mais dura batalha que a Humanidade já conheceu. A guerra deixou mais de 60 milhões de vítimas, dos quais quase metade eram soviéticos. A luta contra o nazi-fascismo adquiriu na URSS o carácter de Grande Guerra Pátria, uma batalha épica em que a primeira e mais importante tarefa foi assegurar a sobrevivência perante a brutalidade da ofensiva.
No ano em que se assinala o Centenário da Revolução de Outubro, evocar o 9 de Maio e o papel decisivo que teve a URSS no desfecho da II Guerra Mundial é prestar o justo tributo ao momento eternizado pelo desfraldar da bandeira soviética no Palácio do Reichstag. Foi a URSS que realizou o maior esforço de guerra, impondo as maiores derrotas às forças nazi- -fascistas e não o desembarque da Normandia, onde os aliados ocidentais encontram muito menor presença de forças militares nazi-fascistas. O esforço de desenvolvimento industrial do país dos sovietes teve um papel decisivo no desfecho da guerra.
Com o fim do domínio do fascismo e da sua versão mais terrífica, o nazi-fascismo, dava--se início a uma nova época: a época da afirmação da paz, da democracia e do socialismo no mundo. Foi dado um forte impulso à democratização das relações internacionais, foi criada a ONU e fundados novos princípios do Direito Internacional. Reforça-se a luta pela salvaguarda da paz e, em simultâneo, por conquistas de direitos laborais e sociais de tal valor que permanecem ainda hoje como núcleo central do direito do trabalho no mundo. Reforçam-se as lutas de libertação nacional e os impérios coloniais começam a desmoronar-se.

Impedir a guerra antes de ela começar


Antes de ter sido vítima da agressão nazi-fascista, a URSS empenhara-se como nenhum outro país na salvaguarda da paz: era necessário impedir a guerra antes de ela começar. Não estava só nessa tarefa. Tinha o apoio dos comunistas e de outros antifascistas. Mas estava isolada no plano das relações entre países. Alemanha, Japão e Itália firmaram o Pacto Anti- -Comintern, a aliança do fascismo contra os comunistas. As classes dominantes das potências capitalistas da Europa, como a França e a Inglaterra, viam com entusiasmo a definição pelo nazi-fascismo do objectivo de destruir a URSS, dominar o seu vasto território e riquezas, forma de tentarem manter intactos os seus impérios. Os EUA espreitavam o momento de se tornarem a primeira potência capitalista mundial. Unia-os a vontade de destruir a URSS e a influência dos comunistas, do movimento operário e popular, adoptando até certa altura uma postura hipócrita de «não intervenção». Os esforços de paz da União Soviética foram sendo sucessivamente frustrados. A cavalgada nazi- -fascista rumo ao Leste teve a colaboração das classes dominantes desses países, mas enfrentou a resistência popular.

Lutar pela paz


Os comunistas e outros antifascistas assinalam o Dia da Vitória para que nunca mais se repita essa barbárie. Dizemo- -lo e repetimo-lo, porque essa é a forma de contrariar a manipulação da verdade histórica. Porque valorizamos o papel insubstituível do povo soviético e do socialismo na derrota do nazi-fascismo, forma de denúncia de quem ousa equiparar os comunistas aos fascistas, a vítima ao carrasco, procurando esconder as raízes de classe do fascismo e, ao mesmo tempo, a promoção do militarismo e da guerra para servir os interesses do capital e o domínio imperialista.
A URSS e o campo socialista do Leste da Europa já não existem. Mas a NATO não só se mantém como reforça o seu carácter de aliança militar vocacionada para a agressão. As classes dominantes dos EUA e das potências da UE mostram toda a sua arrogância, ameaçando os países e povos que desafiarem a sua hegemonia com a repetição do crime nuclear perpetuado pelos EUA em Hiroxima e Nagasáqui no fim da II Guerra Mundial. A luta pela paz é de novo um factor fundamental, para que não seja necessário sacrificar actuais e futuras gerações na construção de uma alternativa internacional baseada na amizade e na cooperação entre os povos.  
Cuidar a memória dos acontecimentos encerra em si um potencial de denúncia e mobilizador.

Dia 9 no Seixal

Os tempos de grandes perigos e de crescentes incertezas que vivemos somam razões para assinalar o Dia da Vitória, como fará o PCP, através de uma grande iniciativa: Pela Paz, amizade, cooperação entre os povos!, que decorrerá no Seixal, no dia 9 de Maio à noite, com a participação de vários artistas: Coro Lopes-Graça da Academia de Amadores de Música, Carmen Santos, Luísa Ortigoso, Domingos Lobo, Samuel e Janita Salomé.

 



Mais artigos de: PCP

Dívida requer solução de fundo

O PCP emitiu, no dia 28, um comunicado acerca do relatório divulgado desse mesmo dia sobre a dívida pública, da responsabilidade do PS e do BE. Sobre esse documento, o PCP realça que ele corresponde às «posições conhecidas» do PS, ou seja, uma «resposta...

Salvaguardar direitos na Transtejo e na Soflusa

O PCP condena a atitude do Governo de não publicar o Acordo de Empresa da Transtejo e da Soflusa, rubricado com os sindicatos e os trabalhadores a 28 de Dezembro último. Num comunicado emitido pela Direcção da Organização Regional de Setúbal (DORS), o Partido acusa o...

Produção e acessibilidades

Jerónimo de Sousa chefiou a delegação do PCP que, no dia 28, visitou a Ovibeja. O dirigente comunista aproveitou a ocasião para sublinhar a importância decisiva de colocar o País a produzir, eixo central da proposta do Partido de uma política patriótica e de...

Difusão do Avante! é «tarefa essencial»

«A imprensa partidária é de grande relevância na ligação do Partido às massas, meio de contacto com os seus militantes, simpatizantes e outros democratas, e factor de alargamento da sua influência e prestígio, pelo que a sua promoção e...