Esclarecimento, greves e protesto público

Carnaval e outros direitos

A CGTP-IN voltou a lembrar que a terça-feira de Carnaval está inscrita como feriado obrigatório nos contratos colectivos. Mas, para defender este e outros direitos, muitos trabalhadores tiveram de recorrer à luta.

A Pascoal diminuiu num prémio o aumento do salário mínimo

Com o exemplo das indústrias têxteis, de vestuário, calçado, curtumes, cordoaria e redes, chapelaria, lavandarias e tinturarias, a CGTP-IN esclareceu, no dia 23 de Fevereiro, que o dia de Carnaval é feriado em empresas de muitos sectores, como determinam os respectivos contratos colectivos de trabalho, e não apenas para aqueles que, na Administração Pública, foram abrangidos pela decisão do Governo de conceder tolerância de ponto.

Com particular ênfase na defesa do direito ao feriado, mas abarcando igualmente a satisfação dos cadernos reivindicativos e a inclusão nos quadros da EDP, fizeram greve na terça-feira os trabalhadores dos call centers da EDP em Lisboa e em Seia. A grande adesão à luta levou a que vários serviços ficassem completamente parados e outros semi-operacionais, como informou a Fiequimetal/CGTP-IN. A federação recorda que nestes serviços, desenvolve-se há anos uma persistente luta dos trabalhadores, organizados no SIESI e no SITE Centro-Norte, contra a estratégia da sub-contratação, que a EDP usa para pagar menos.

Junto aos hotéis Dom João II e Alvor Praia, do Grupo Pestana, em Alvor (Portimão), em greve na terça-feira, o Sindicato da Hotelaria realizou concentrações, a exigir o fim da discriminação dos trabalhadores no Algarve, únicos a quem a empresa não reconhece o dia de Carnaval como feriado.

À entrada das instalações da Pascoal & Filhos, na Gafanha da Nazaré (Ílhavo), concentraram-se anteontem dezenas de trabalhadores, exigindo o cumprimento do direito ao feriado de Carnaval, previsto no contrato colectivo. Mas, salientou o Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Norte, protestaram também contra o corte no subsídio de desempenho, que a empresa está a usar para contornar o aumento do salário mínimo nacional.

 



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