Comissões de trabalhadores

Durante o ano de 2016, realizaram-se eleições para 25 comissões de trabalhadores, refere a CIL (Comissão Coordenadora das CT da Região de Lisboa), no seu boletim de Fevereiro. Salientando que «o movimento das CT reforça-se», a CIL ressalva que se trata de «dados disponíveis» e indica as comissões eleitas: ANAC, BBVA, BCP, BPI, Citroen, CP Carga (Medway/MSC), EDP Distribuição, EDP Produção, Entreposto, EPAL, ERSE, Exide, Greif, ISCTE, MEO (PT), Metropolitano de Lisboa, Monte da Lua, NAV, Oitante, Parvalorem, Petrogal, Sanofi, SBSI, SPdH, TAP.
«Neste momento, em que a luta de classes se agudiza, amplia-se a necessidade de organizações representativas dos trabalhadores se apresentarem mais fortes e coesas», comenta-se no boletim «A Cintura» (designação que evoca a Cintura Industrial de Lisboa, que originou a sigla da coordenadora das CT).

O editorial do número de Fevereiro do boletim da Comissão de Trabalhadores da CP tece forte crítica ao facto de o Governo do PS manter Manuel Queiró e a sua equipa, «agora com 12 meses de mandato caducado», à frente do grupo ferroviário público. A CT da CP afirma que esta permanência «tem como objectivo dar continuidade à política de destruição do sistema público de transporte e, naturalmente, abrir caminho à privatização do sector ferroviário, mantendo os roubos e continuando a enganar os ferroviários», enquanto fica por cumprir o Orçamento do Estado decidido na Assembleia da República.
É contestada também a forma como são apresentados os números da evolução do número de passageiros, escolhendo para comparação com 2016 o ano pior (2013), «para dizer que é sempre a crescer».
A CT da CP insiste na exigência de reintegração imediata da EMEF na empresa-mãe, destacando o exemplo dos comboios pendulares (que ainda esperam a «revisão de meia vida» que deveria ter sido iniciada em 2010) entre as consequências negativas da separação ocorrida há 24 anos.
É explanada argumentação a contestar que não haja dinheiro para aquisição de comboios, notando que a CP «nunca esteve tantos anos» sem comprar material circulante.

 



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