FARC-EP desmobilizam
Mais de seis mil combatentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP) iniciaram, no fim-de-semana, a última marcha enquanto membros de uma organização armada. O destino são os acampamentos situados em zonas desmilitarizadas, onde depositarão as armas e iniciarão o processo de reintegração na vida civil.
Porém, os acantonamentos estão muito longe de cumprirem os requisitos mínimos de dignidade e salubridade, conforme foi estipulado no acordo de paz entre guerrilha e governo da Colômbia, denunciou o primeiro secretário das FARC-EP Rodrigo Londoño, que culpa o executivo liderado pelo presidente Juan Manuel Santos pela situação.
A falta ou insuficiência de infra-estruturas básicas, bem como de assistência médica e medicamentosa, afecta em particular crianças (66), mães que estão a amamentar e gestantes (80), os quais, sublinhou o comandante das FARC-EP, citado pelo gabinete de imprensa da Marcha Patriótica, «enfrentam piores condições do que durante a guerra».