Alepo finalmente libertada
A cidade síria de Alepo encontra-se controlada pelas forças armadas de Damasco. A reconquista da cidade martirizada pelos terroristas é impossível, anunciava-se anteontem.
Os mercenários usavam os civis como escudos humanos
Depois da conquista de um distrito-reduto dos grupos armados na noite de domingo, o exército da República Árabe Síria contabilizava como libertada 98 por cento da área sequestrada durante anos pelos jihadistas. No dia de segunda-feira, 12, o tenente-general que dirige o Comité de Segurança de Alepo garantia que «os terroristas não têm muito tempo. Ou se rendem, ou morrem».
Na noite de segunda-feira, fontes oficiais citadas pela agência de notícias Sputnik asseguravam que Alepo estava totalmente sob domínio das forças sírias. Anteontem, o Ministério da Defesa Russo afirmou que os militares encontraram uma população amedrontada e faminta em resultado do cativeiro a que estava sujeita e do qual fugiu em massa com o avanço das tropas anti-terroristas, o que parece atestar a versão de Moscovo e Damasco, segundo os quais os mercenários usavam os civis como escudos humanos.
Segundo o major-general Igor Konashenkov, na metade Oriental de Alepo não foram encontradas ONG nem estruturas opositoras de qualquer género, sublinhou, para acusar as potências ocidentais e a comunicação social vassala desta de manipular os factos sobre a ofensiva síria-russa. Não deviam ter caucionado a propaganda dos terroristas sobre bombardeamentos indiscriminados e execuções de civis, defendeu.
As informações mais recentes indicam que as forças sírias e russas procedem em Alepo a operações de emergência de desminagem e desmantelamento de engenhos explosivos artesanais, justificadas pelo perigo que representam para a população e para os militares.
As notícias revelam igualmente que, nos arredores de Damasco, os bandos mercenários também sofrem pesadas derrotas às mãos das forças armadas sírias, apoiadas pela aviação de Moscovo. Reconquistada a estratégica cidade de Alepo e com os bandidos em debandada na região capital da Síria, o governo de Bachar al-Assad estará próximo dos maiores triunfos em quase seis anos de guerra, os quais têm sido realçados como irreversíveis.
A França e o Reino Unido solicitaram, na tarde de terça-feira, 13, uma reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU para discutir alegadas atrocidades cometidas pelas forças governamentais em Alepo, sobre as quais realçam ter «relatos fidedignos». Para já, regista-se as imagens que nos últimos dias mostram milhares de habitantes de Alepo (fala-se em 70 mil desde 15 de Novembro) a fugirem da zona até agora ocupada pelos «rebeldes» em autocarros disponibilizados pelo regime de Damasco.