Évora com estratégia
A requalificação do centenário Teatro Garcia de Resende – um investimento de 15 milhões de euros, com apoios de fundos comunitários – é um dos principais projectos que integram o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Évora, apresentado no dia 22, nos Paços do Concelho.
Segundo o presidente da autarquia, Carlos Pinto de Sá, o plano abrange projectos do município, cujo investimento ascende a cerca de 9,3 milhões de euros, e de entidades parceiras, que atingem os cinco milhões de euros.
A Câmara Municipal apresentou, igualmente, candidaturas a fundos comunitários nas áreas social, educação, cultura e turismo, algumas das quais ainda a aguardar resposta, que podem elevar o investimento até 20 milhões de euros.
Para além da requalificação do Teatro Garcia de Resende, estão ainda previstas obras no edifício da antiga rodoviária (1,2 milhões de euros) e do Salão Central (2,5 milhões de euros). Também vão ser intervencionados o Palácio D. Manuel, que vai acolher um centro interpretativo, o Rossio de S. Brás, a Praça 1.º de Maio, onde vai «nascer» um centro de acolhimento a turistas, e o edifício dos Paços do Concelho.
A ligação pedonal e ciclável entre o centro histórico e a freguesia do Bacelo, a criação de uma rede museológica e a requalificação de um parque de estacionamento são outros dos projectos previstos.
«Estamos a trabalhar para que alguns destes projectos avancem de imediato, mas outros, naturalmente, terão de ser calendarizados tendo em conta as disponibilidades financeiras do município», assinalou Carlos Pinto de Sá, informando que está ainda projectada uma nova residência universitária para o edifício do antigo refeitório das Alcaçarias, a cargo da Universidade de Évora, e outros investimentos, como a Misericórdia, a Fundação Eugénio de Almeida e outras entidades da cidade.
Paralelamente, estão previstos «mecanismos de apoio» para os proprietários do centro histórico avançarem com a recuperação dos seus imóveis e medidas para a dinamização de actividades económicas.