Combater a precariedade
O recente episódio de falha na segurança ocorrida nas chegadas do aeroporto de Lisboa nada tem a ver com os Assistentes de Portos e Aeroportos (APA), que não executam essas funções, esclarece o PCP num comunicado do Sector de Transportes da Organização Regional de Lisboa editado e distribuído no dia 3. Já o conhecimento que as redes ilegais têm do funcionamento do aeroporto «não pode ser desligado do facto de, em inúmeras profissões, o aeroporto ser hoje uma plataforma rotativa de trabalhadores precários, tal o grau de precariedade aí existente, particularmente nas funções de assistência de escala».
No comunicado, o PCP lembra a luta dos APA contra a precariedade, pelo aumento dos salários, pelo trabalho com direitos e por um contrato colectivo para o sector, na qual contam com a solidariedade dos comunistas. O PCP recorda a privatização da ANA e as suas implicações para a crescente precariedade no sector, notando que hoje a assistência de escala é em grande medida assegurada por trabalhadores de empresas de segurança privada, a quem a Vinci – dona da ANA – subcontratou essas funções.
O PCP garante que num futuro governo patriótico e de esquerda em que participe, a ANA será renacionalizada e os Assistentes de Portos e Aeroportos serão integrados na empresa pública com a sua própria categoria profissional.