PCP exige a revisão do PDM e mais apoios sociais

Defender os funchalenses

Para os eleitos do PCP, os atrasos, com mais de uma dé­cada, no pro­cesso de re­visão do Plano Di­rector Mu­ni­cipal (PDM) do Fun­chal são inad­mis­sí­veis.

O PDM é de­ma­siado im­por­tante

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«É inad­mis­sível o cons­tante adi­a­mento da dis­cussão de um do­cu­mento que é vital para a ci­dade e para o con­celho», afirmou, no dia 4, Artur An­drade, ve­re­ador do PCP na Câ­mara do Fun­chal, re­al­çando que o PDM é «de­ma­siado im­por­tante» para ser alvo de dis­putas entre os ac­tores po­lí­ticos.

Em con­fe­rência de im­prensa, o eleito co­mu­nista lembra que o exe­cu­tivo li­de­rado pela co­li­gação Mu­dança (PS, BE, PTP, MPT e PAM) inicia no pró­ximo mês de Ou­tubro o úl­timo ano de man­dato e, con­tudo, ainda não en­volveu os mu­ní­cipes na re­visão do PDM.

«Os adi­a­mentos su­ces­sivos da re­visão deste ins­tru­mento fun­da­mental para o pla­ne­a­mento e or­de­na­mento do ter­ri­tório cau­saram pre­juízos para a ci­dade e para o de­sen­vol­vi­mento sus­ten­tado da mesma», su­bli­nhou Artur An­drade, exi­gindo a cla­ri­fi­cação de «ques­tões de ex­trema im­por­tância» para o de­sen­vol­vi­mento do con­celho, no­me­a­da­mente a le­ga­li­zação de áreas ur­banas, o novo hos­pital, a faixa li­toral e o do­mínio pú­blico ma­rí­timo, a iden­ti­fi­cação de zonas de risco e o en­qua­dra­mento da ac­ti­vi­dade eco­nó­mica nas zonas his­tó­ricas».

Ver­da­deira fa­lácia

No dia 27, o PCP re­a­lizou uma ini­ci­a­tiva pú­blica para de­nun­ciar a «ver­da­deira fa­lácia» que cons­ti­tuem as po­lí­ticas so­ciais da Câ­mara do Fun­chal.

Se­gundo os co­mu­nistas os pro­gramas de apoio so­cial, apro­vados no início do man­dato, têm-se re­ve­lado «ina­pro­pri­ados», uma vez que «não res­pondem aos ob­jec­tivos para os quais foram cri­ados». «A ac­tual mai­oria re­co­nhece a fa­lência destes pro­gramas que ti­veram uma exe­cução ir­ri­sória face aos ob­jec­tivos e al­cance que se­riam ex­pec­tá­veis, pelo que, os mesmos, foram alvo de pro­posta de al­te­ração e, con­se­quen­te­mente, estão em fase de serem co­lo­cados em dis­cussão pú­blica», ex­plica o Par­tido, in­for­mando que até o pró­prio exe­cu­tivo ca­ma­rário «re­co­nhece a ne­ces­si­dade de al­te­ra­ções nos pro­ce­di­mentos, de pos­si­bi­litar aos in­te­res­sados um acesso mais rá­pido e sim­pli­fi­cado aos pro­gramas, de cla­ri­ficar a abran­gência dos mesmos e per­mitir uma maior ce­le­ri­dade nas res­postas».

Assim, «os di­versos pro­grama cri­ados e in­cluídos no de­sig­nado Fundo de In­ves­ti­mento So­cial devem ser ob­jecto de re­for­mu­lação para har­mo­nizar as suas re­gras, al­terar as con­di­ções de acesso, a me­lhorar a ins­trução do pro­cesso e a agi­lizar e rever os seus pro­ce­di­mentos». «Entre os pro­gramas em pro­cesso de re­visão está o Pro­grama de Atri­buição de Sub­sídio Mu­ni­cipal de Ar­ren­da­mento, um dos mais im­por­tantes, tendo em conta que está di­rec­ta­mente re­la­ci­o­nado com uma área es­sen­cial que é o acesso à ha­bi­tação», de­fendem os eleitos do PCP.

Maior pro­xi­mi­dade

En­tre­tanto, «as pro­postas de al­te­ração apre­sen­tadas não re­solvem os pro­blemas es­sen­ciais», acen­tuam os co­mu­nistas, lem­brando que não existe «ar­ti­cu­lação entre a Câ­mara Mu­ni­cipal, a sua Di­visão de De­sen­vol­vi­mento So­cial e as juntas de fre­guesia do con­celho, o que con­tribui para co­locar em causa a pro­xi­mi­dade com o mu­ní­cipe para que este co­nheça e possa can­di­datar-se ao pro­grama».

De­fendem, por isso, que «os pro­grama de apoio so­cial em pro­cesso de re­visão, ou aqueles que ve­nham a ser cri­ados, devem ser di­rec­ci­o­nados, no es­sen­cial, para irem ao en­contro dos ci­da­dãos, para uma fácil iden­ti­fi­cação dos mesmos, de­fi­nindo como es­tra­tégia pri­o­ri­tária o en­vol­vi­mento das juntas de fre­guesia em todo o pro­cesso de iden­ti­fi­cação da­queles que são os po­ten­ciais be­ne­fi­ciá­rios dos pro­gramas».

Dor de ca­beça sem fim à vista!

O PCP ini­ciou, no dia 29, no Fun­chal, uma cam­panha de re­colha de as­si­na­turas para a al­te­ração do ac­tual fi­gu­rino do sub­sídio de mo­bi­li­dade, uma das grandes pro­messas elei­to­rais de Mi­guel Al­bu­querque e do seu PSD.

Se­gundo os co­mu­nistas da Ma­deira, o ac­tual exe­cu­tivo apenas re­mendou a le­gis­lação, tendo criado «me­ca­nismos que só con­tri­buem para que as pes­soas te­nham cada vez mai­ores di­fi­cul­dades no acesso ao apoio à mo­bi­li­dade para fazer face aos altos custos das vi­a­gens aé­reas».




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