Estivadores determinados

No plenário realizado dia 13, na Gare Marítima de Alcântara, os estivadores do porto de Lisboa reafirmaram a sua determinação na luta contra a generalização do trabalho precário e o agravamento da exploração, apoiando o alargamento até 16 de Junho da greve iniciada a 20 de Abril.

No novo pré-aviso, apresentado na véspera do plenário, o Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal acusou os dirigentes patronais de pretenderem baixar salários a todo o custo. O sindicato lembrou que uma das associações de operadores portuários, a AOPL, «totalmente controlada por um grupo empresarial oriundo da Turquia», «chegou ao ponto de celebrar um CCT fantasma, com um sindicato fantoche, sem que a esmagadora maioria dos sócios desse alegado sindicato tivesse conhecimento, quer da negociação, quer do próprio CCT, razões pelas quais esses mesmos sócios já deliberaram a extinção do dito sindicato e já pediram a caducidade do alegado CCT junto das entidades competentes».

«Neste momento é claro» que as associações de operadores «não pretendem celebrar qualquer contrato colectivo de trabalho» com o Sindicato dos Estivadores, «preferindo utilizar todos os recursos que têm – nomeadamente terminais portuários noutros portos, para onde podem canalizar carga – para quebrarem anímica e financeiramente os trabalhadores do porto de Lisboa, mesmo correndo o risco de não cumprirem os objectivos contratualmente fixados nos contratos de concessão, porventura com o beneplácito das autoridades competentes, a quem incumbe fiscalizar se o serviço público contratualizado é ou não cumprido».

Em declarações à agência Lusa, o presidente do sindicato garantiu que o fundo de greve é suficiente para suportar uma luta prolongada.

Bruno Dias, deputado do PCP, participou no plenário, informando os trabalhadores sobre o projecto de resolução «Pelo combate à precariedade na estiva», que o Partido apresentou na AR no dia 12.

O sindicato, no convite enviado aos deputados do PCP, PS, PEV, BE e PAN, propôs «articular os esforços necessários para travar, definitivamente, o absurdo quadro legal desenhado pelo governo PSD-CDS, em promíscua articulação com as oligarquias empresariais portuárias».

 



Mais artigos de: Trabalhadores

Vitórias da luta e na Justiça

Em tribunal ou com a acção sindical, sofreram pesadas derrotas a recusa do direito a horário flexível para assistência a filhos menores, pagamentos discriminatórios e outros abusos patronais.

IP (Refer) tem de pagar

O Tribunal de Trabalho de Lisboa condenou a IP (Infra-estruturas de Portugal, que resultou da fusão da Rede Ferroviária Nacional com a Estradas de Portugal) a pagar aos trabalhadores oriundos da Refer a média dos abonos variáveis auferidos em cada ano, incluindo o prémio de...

Vitória na Key Plastics

No seguimento da Campanha Nacional contra a Precariedade da CGTP-IN, assim como da reivindicação apresentada no caderno reivindicativo para 2016, na Key Plastics Portugal, em Vendas Novas, cerca de 30 trabalhadores com vínculos precários, contratados através de empresas de trabalho...

Em defesa da escola pública

A petição em defesa da escola pública lançada pela Federação Nacional dos Professores, encabeçada por cerca de 100 destacados membros da comunidade educativa e figuras públicas, já ultrapassou o número de subscrições necessárias...