Marcha pela mudança
Milhares de pessoas desfilaram, dia 15, nas ruas de Madrid para assinalar o quinto aniversário dos «Indignados», movimento contra a austeridade que alastrou a toda a Espanha.
Crise destruiu dois milhões de empregos em Espanha
Estava-se em 2011, a crise lançava todos os dias no desemprego milhares de pessoas, os governos aplicavam as famigeradas «medidas de austeridade», cortando salários e direitos sociais, enquanto despejavam milhares de milhões de euros no sistema bancário falido.
Em Espanha, como em vários outros países, sucederam-se manifestações massivas contra as políticas anti-sociais. Em 15 de Maio, uma dessas manifestações terminou na Porta do Sol, onde milhares de manifestantes decidiram permanecer acampados, discutindo em assembleias públicas os problemas sociais.
A iniciativa alastrou a várias cidades de Espanha, ganhou dimensão e dela viria a emergir uma nova formação política, o Podemos, que alterou o quadro político no país.
Os «indignados» espanhóis tiveram réplicas em vários outros países, mesmo além Atlântico, como foi o caso do movimento «Occupy Wall Street», em Nova Iorque.
No passado domingo, o aniversário do 15-M foi também celebrado em França, onde, nos últimos dois meses, no âmbito da luta contra o pacote laboral, surgiu um movimento similar designado «Nuit Debout» («Noite de Pé»), que transformou a Praça da República, em Paris, em local de concentrações diárias.
Em Madrid, os manifestantes desfilaram até à Porta do Sol, repetindo que «a luta continua, custe o que custar». No final, o grupo de música coral «Solfónica», desde o início associado ao movimento, fez mais uma actuação. Os promotores leram uma declaração em que sublinharam que mais do que a mera celebração de um aniversário estavam ali para prosseguir a luta, contra os despejos, em defesa de um rendimento mínimo universal e contra os cortes nos serviços na Saúde, Educação e generalidade dos serviços públicos, pela mudança, pela «democracia real».