Esclarecer e mobilizar
Passados dois meses sobre o lançamento da campanha «Mais direitos, mais futuro. Não à precariedade!», o balanço feito por Paulo Raimundo, da Comissão Política do Comité Central do PCP, é extremamente positivo. Nesta altura, sensivelmente a meio da primeira fase da campanha, os objectivos a que o Partido se propôs estão em concretização, no terreno: colocar o combate ao roubo de direitos e o flagelo da precariedade no centro da luta; mobilizar em torno das propostas que lhe dêem tradução; dar confiança aos trabalhadores para que se organizem e lutem pela resolução dos seus problemas.
Passados dois meses, o Partido tem mais informação sobre as diferentes expressões da precariedade; tem mais contactos recolhidos e mais recrutamentos efectuados; está em melhores condições de reforçar e criar novas células e colectivos; deu passos significativos na sua ligação às novas gerações de trabalhadores; e viu o seu prestígio e a sua responsabilidade reforçados.
Inúmeras iniciativas
No período referido, tiveram lugar mais de 500 iniciativas, na sua larga maioria acções de contacto com trabalhadores, em centenas de empresas e locais de trabalho – em particular, junto das novas gerações e em sectores de actividade onde o flagelo da precariedade se faz sentir de forma mais intensa.
Estes contactos, numa primeira fase apoiados pelos cerca de 300 mil exemplares do jornal central da campanha, têm-se revelado de «uma enorme riqueza», afirma o dirigente comunista, na medida em que permite ao Partido aprofundar o conhecimento das complexas realidades que os trabalhadores vivem, e afirmar junto destes as suas propostas e identidade.
Outro aspecto destacado são as inúmeras edições de documentos por parte das células de empresa e de outras organizações do Partido, que, tendo por base as matérias fundamentais da campanha, identificam questões muito concretas e expressões particulares do roubo dos direitos e da precariedade nos locais de trabalho, procurando identificar problemas e, simultaneamente, dar esperança e ânimo à luta dos trabalhadores.
Nestes dois meses de vida da campanha, os trabalhadores e o movimento sindical de classe desenvolveram um conjunto muito significativo de lutas pelos direitos e contra a precariedade, com expressões nas empresas e na rua. Enquanto isso, na Assembleia da República o PCP avançou com inúmeras iniciativas a nível da área laboral, em particular medidas legislativas de combate à precariedade, e promoveu um debate específico sobre a matéria. Para além disso, os deputados comunistas participaram em diversas acções de contacto com os trabalhadores.
Paulo Raimundo revela ainda que, com o aproximar do 1.º Maio, irá ser editado um documento, dirigido aos trabalhadores, versando questões como os horários de trabalho, a luta contra a sua desregulamentação e pela sua redução, e assinalando os 130 anos dos acontecimentos de Chicago que estiveram na origem do Dia Internacional do Trabalhador.