De 4 a 40
Pelo mesmo trabalho, o salário pode variar de um para dez consoante o país da União Europeia (UE), segundo decorre de um relatório do Eurostat, publicado dia 1.
Bulgária e Roménia têm os menores custos do trabalho
Os custos horários médios, que incluem os diferentes suplementos e as contribuições para a Segurança Social (dos trabalhadores e empregadores), elevam-se a 25 euros na UE e a 29,5 euros na zona euro.
No entanto, estes valores médios escondem diferenças abissais entre os diferentes países. A Bulgária apresenta o mais baixo custo da mão-de-obra (e portanto também o salário mais baixo), com apenas 4,1 euros por hora, enquanto na Dinamarca este valor é dez vezes superior (41,3 euros/hora).
No grupo com custos mais baixos estão ainda a Roménia (5 euros), Lituânia (6,8 euros), Letónia (7,1 euros) e a Hungria (7,5 euros).
Na divisão superior, liderada pela Dinamarca, seguem-se a Bélgica (39,1 euros) a Suécia (37,4 euros), o Luxemburgo (36,2 euros) e a França (35,1 euros).
Portugal está na 17.ª posição no conjunto dos 28 países, com um custo/hora de 13,2 euros, abaixo da Eslovénia (15,8 euros), Chipre (15,6 euros) e Grécia (14,5 euros), e praticamente equiparado com Malta (13 euros).
Entre 2014 e 2015, indica ainda o Eurostat, os custos médios na UE aumentaram dois por cento e 1,5 por cento na zona euro.
Na zona euro, as subidas mais acentuadas verificaram-se na Letónia (+7,3%), Lituânia (+5,6%) e Estónia (+5,3%). As maiores descidas observaram-se no Chipre (-1%) e em Itália (-0,5%).
No conjunto da UE, a Roménia teve a maior subida dos custos laborais (8,3%), seguida da Bulgária (7%). Por seu turno, a Dinamarca e Croácia (+1,7% cada) tiveram as subidas menos acentuadas. Porém, como ressalva o Eurostat, estes últimos dados são influenciados pela evolução das taxas de câmbio relativamente ao euro.
Em Portugal, os custos laborais subiram 1,4 por cento (de 13 para 13,2 euros/ hora) em relação a 2014. No entanto, permaneceram abaixo dos valores registados em 2012 e 2013 (13,3 euros/hora).
Note-se que esta estatística do Eurostat não inclui o sector primário (agricultura) nem a Administração Pública, incidindo apenas sobre o sector secundário (indústria e construção) e terciário (serviços).