Síria

A Rússia nega que os bombardeamentos estejam a provocar a morte de civis sírios e reclama aos acusadores que apresentem provas. Em declarações proferidas anteontem, o secretário de imprensa do presidente Vladimir Putin, Dmitri Peshkov, desmentiu taxativamente os que, nos últimos dias – a chanceler alemã, Angela Merkel, em recente encontro com o primeiro-ministro turco a propósito da partilha de esforços no auxílio aos refugiados, ou a NATO –, têm responsabilizado as acções militares de Moscovo na Síria pelo alegado aumento das vítimas entre a população.

O funcionário do Kremlin apelou à responsabilidade perante a frágil situação no território e lamentou que os que agora apontam o dedo não tenham tido semelhante contundência face às acções bárbaras dos grupos armados de mercenários, ocorridas no país nos últimos cinco anos.

Os apelos a um cessar-fogo e as declarações de condenação das operações russas, iniciadas a 30 de Setembro a pedido do governo liderado por Bashar al-Assad, têm-se multiplicado desde que as forças armadas sírias, com o apoio aéreo de Moscovo, empreenderam o assalto a Alepo. A investida sobre a cidade visando a sua reconquista, bem como de toda a região às forças jihadistas, provocou o êxodo de dezenas de milhares de pessoas. Cerca de 40 mil encontram-se retidas em condições de calamidade junto à fronteira com a Turquia, que impede a sua entrada, sendo este mais um episódio no drama de milhões de sírios forçados a fugir da guerra.

Segunda-feira, 8, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa já tinha criticado o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, por este ter atribuído à Rússia o fracasso nas negociações de paz inter-sírias, que decorreram em Genebra, na Suíça.

No domingo, um porta-voz do Ministério da Defesa russo defendeu que, contrariamente à opinião dos EUA e das potências ocidentais, «as acções da força aérea russa fizeram os sírios acreditar que, apesar de tudo, é possível combater e eliminar o terrorismo internacional no seu país».

 



Mais artigos de: Breves Internacional

Fome

No Sudão do Sul cerca de 40 mil pessoas estão em severa privação alimentar, alerta a ONU, que caracteriza a situação como a mais alarmante dos últimos dois anos de guerra civil. A Organização das Nações Unidas para a...

Despedimentos

A Yahoo pretende despedir em 2016 cerca de 1500 trabalhadores, 15 por cento da força de trabalho ao seu serviço. O grupo norte-americano justifica a decisão com a quebra nos lucros e aponta como objectivo entrar em 2017 com nove mil trabalhadores e cerca de mil subcontratados. Na...

Jornalistas

Em 2015 foram assassinados 112 profissionais da comunicação social. Nos últimos 25 anos, o número de homicídios de jornalistas ascende a 2297, revela a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) num relatório divulgado no início deste mês....

Colômbia

O comandante das FARC-EP e o presidente colombiano foram novamente propostos para o Prémio Nobel da Paz. Rodrigo Londoño, conhecido como «Timochenko», e Juan Manuel Santos poderão ser agraciados caso se confirme a assinatura de um acordo de paz na Colômbia. Em Havana, Cuba,...

Japão

A escravização sexual de milhares de mulheres por parte de militares nipónicos durante a Segunda Guerra Mundial não se encontra documentada e, por isso, a delegação japonesa à conferência das Nações Unidas sobre discriminação de...

BP

Cerca de três mil trabalhadores poderão ser despedidos nos próximos dois anos pela multinacinal British Petroleum, anunciou a empresa que em Janeiro já havia divulgado a intenção de dispensar outros quatro mil trabalhadores.

República Centro Africana

Novas denúncias de abusos sexuais envolvendo militares no território centro-africano obrigou a ONU a anunciar o repatriamento de 120 militares da República Democrática do Congo, decisão que deverá ser concretizada assim que terminar o inquérito em curso a crimes...