Fome
No Sudão do Sul cerca de 40 mil pessoas estão em severa privação alimentar, alerta a ONU, que caracteriza a situação como a mais alarmante dos últimos dois anos de guerra civil.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, o Fundo das Nações Unidas para a Infância e o Programa Alimentar Mundial advertem, ainda, em comunicado conjunto, que «perto de 25 por cento da população do país (2,8 milhões de pessoas) têm necessidade urgente de ajuda alimentar.
As estruturas notam que a população está a ficar sem opções e reclamam o acesso irrestrito das agências humanitárias às zonas de conflito, onde as necessidades são maiores, exigindo, nesse contexto, a criação de condições de segurança por parte dos beligerantes.
Também na Somália, cerca de 58 mil crianças podem morrer à fome nos próximos dias caso não recebam ajuda de emergência. «O nível de subnutrição, nomeadamente das crianças, é muito preocupante, com perto de 350 mil menores de cinco anos em estado agudo», revelou o coordenador da ajuda humanitária da ONU naquele país, que atribuiu a calamidade à combinação da guerra com um período de seca extrema que atinge o território.
De acordo com dados de organismos da ONU que monitorizam a segurança alimentar, citados pela Lusa, na Somália 950 mil pessoas lutam todos os dias para se alimentarem e 4,7 milhões de seres humanos, dois em cada cinco somalis, dependem de auxílio internacional para sobreviver.
Na Etiópia, a situação é igualmente de alerta, com as Nações Unidas a estimarem que mais de 10 milhões de pessoas precisam de ajuda alimentar, número que pode duplicar nos próximos meses se não foram tomadas medidas rapidamente.