OEA não é bem-vinda no Haiti

O grupo de candidatos que contestam os resultados da primeira volta das presidenciais no Haiti, autodenominado de G8, considera uma ingerência a presença no país de uma missão da Organização de Estados Americanos (OEA). De hoje até domingo, o povo foi convocado pela estrutura a permanecer nas ruas em defesa da instalação de um gabinete de transição, constituído por magistrados, com competência para realizar eleições gerais no mais curto espaço de tempo possível.
A chamada da OEA pelo actual presidente Michel Martelly, cujo mandato termina a 7 de Fevereiro, reacendeu os protestos no Haiti. A chegada da organização foi acompanhada por manifestações durante o passado fim-de-semana na capital, Porto Príncipe, com milhares de haitianos a fazerem suas as críticas do G8, para quem «a OEA não é bem-vinda».
O grupo recusou-se mesmo a reunir com a delegação que propõe que seja o governo haitiano a promover a segunda volta do sufrágio para a presidência da República. Reiterou, também, que nem o executivo nem a comissão eleitoral em funções reúnem condições para garantir um sufrágio transparente.
A crise política no Haiti foi desencadeada quando a oposição (entre a qual está uma parte do partido do actual presidente) acusou Martelley e a facção política ligada ao poder de fraude eleitoral. As reclamações foram feitas logo na sequência das legislativas e municipais, ocorridas a 9 de Agosto de 2015, mas ganharam força material traduzindo-se em movimentações de massas quando semelhantes denúncias foram feitas a respeito das presidenciais de 25 de Outubro, cuja segunda volta foi já adiada por duas vezes: a 27 de Dezembro de 2015, e a 24 de Janeiro último.
O G8 exige, ainda, que os responsáveis pela fraude eleitoral sejam levados à Justiça.



Mais artigos de: Internacional

Turquia soma mais guerra à guerra

As Nações Unidas exigem a investigação do presumível assassinato de civis no Sudeste da Turquia, país que se consolida como agente de desestabilização imperialista na região, em particular na Síria.

EUA com orçamento <br>militar recorde

As despesas militares norte-americanas vão superar, em 2017, qualquer montante anterior. Fazer face à «ameaça» da Rússia é o objectivo confessado.

Tropas acusadas de abuso

Soldados das missões militares das Nações Unidas, da União Europeia e da França na República Centro Africana estão no centro de um escândalo de exploração de menores.

ONU pede milhões <br>por drama iraquiano

A assistência humanitária às mais recentes vítimas e deslocados de guerra no Iraque exigem da parte da «comunidade internacional» uma ajuda de 861 milhões de dólares (794 milhões de euros), calculam as Nações Unidas. A ONU estima que, nos...

Pequim acusa EUA

Invocando a defesa da liberdade de navegação no Mar do Sul da China, os Estados Unidos da América (EUA) ameaçam de forma perigosa e irresponsável a paz e estabilidade na região, adverte a República Popular da China. Reagindo à violação da soberania...

União Africana <br>critica Ocidente

O presidente Robert Mugabe, do Zimbabwé, terminou o mandato de um ano como líder em exercício da União Africana fazendo duras críticas ao Ocidente, em especial aos Estados Unidos. Falando na abertura da 26.ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo...