Mar do Sul da China

Pequim acusa EUA

Invocando a defesa da liberdade de navegação no Mar do Sul da China, os Estados Unidos da América (EUA) ameaçam de forma perigosa e irresponsável a paz e estabilidade na região, adverte a República Popular da China.

Reagindo à violação da soberania marítima do país por parte de um navio de guerra norte-americano, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Pequim lamentou a iniciativa, admitida pelo Pentágono como um desafio contra alegadas restrições à circulação marítima na zona, e salientou que a China nunca a colocou em causa, cumprindo, aliás, o que está determinado na legislação internacional sobre a matéria.

Em conferência de imprensa realizada segunda-feira, dia 1, Lu Kang acusou ainda os EUA de, sob um falso pretexto, pretenderem garantir a hegemonia naquela área, uma das mais importantes rotas do comércio mundial.

A incursão de um contratorpedeiro da armada de Washington foi qualificada por Lu Kang como uma provocação deliberada e ocorreu no sábado, 30, ao largo do arquipélago de Paracel, reivindicado pela China, Vietname e Taiwan. Filipinas, Malásia e Brunei são outros países que disputam a soberania sobre as ilhas situadas nas águas meridionais da China.

Os governos chinês e vietnamita concordaram, recentemente, em resolver de forma pacífica o diferendo. Pesem as diferenças que mantêm sobre o tema, convergem na recusa da intromissão de nações não envolvidas na disputa, caso dos EUA.




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