Condições de trabalho degradaram-se em Espanha

Crescer à custa de mais exploração

Uma análise da Confederação Geral do Trabalho (CGT) sobre os dados da população activa em Espanha, divulgados dia 28, mostra que a falsa recuperação económica foi obtida exclusivamente à custa do agravamento da exploração de milhões de assalariados.

Ao mesmo tempo, os números do desemprego propagandeados como um êxito das políticas do governo de direita omitem que só entre 2014 e 2015 mais de 500 mil jovens saíram do país em busca de trabalho. Por seu turno, cerca de dois milhões de imigrantes residentes em Espanha regressaram aos seus países de origem depois de terem perdido o emprego.

A central sindical contesta a ideia de que o desemprego está a baixar, notando que a despesa com prestações por desemprego caiu apenas 13,3 por cento em Novembro, enquanto as pessoas abrangidas por esta prestação diminuíram 55,3 por cento.

Quanto aos novos contratos, os números oficiais apontam um crescimento de 11,06 por cento em relação ao ano anterior, cerca de 1,8 milhões, num total de 18,6 milhões.

Porém, os dados estatísticos camuflam a realidade, segundo afirma a CGT. Com efeito os contratos têm uma duração média de dois meses, tendo aumentado significativamente o tempo parcial, enquanto os salários não vão além de umas escassas centenas de euros.

O fenómeno da precariedade agrava-se com a redução do desemprego nos serviços (-2,22%), na agricultura e pescas (-1,09%), ao mesmo tempo que prossegue a destruição de postos na indústria (1,24%) e na construção (3,53%).



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