Marcada greve na Petrogal
Pela defesa da contratação colectiva, dos direitos laborais e dos regimes de saúde e de reformas, os trabalhadores da Petrogal (Grupo Galp Energia) decidiram fazer greve nos dias 28, 29 e 30 de Dezembro.
Exige-se melhor distribuição da riqueza produzida pelos trabalhadores
Ao dar conta da decisão, anteontem, a Fiequimetal/CGTP-IN adiantou que, no dia 30, em plenários nas refinarias de Sines e do Porto e na sede, em Lisboa, será tomada uma decisão sobre a continuação da luta, caso a administração continue a não dar resposta às reivindicações.
Noutras tomadas de posição da federação de que fazem parte os sindicatos mais representativos dos trabalhadores da Petrogal já tinha sido admitido recorrer a formas de luta. Na nota de imprensa da Fiequimetal são indicados os principais motivos para esta greve de três dias:
- parar a ofensiva da administração contra a contratação colectiva e os direitos nela consagrados;
- aumentar os salários e melhorar a distribuição da riqueza produzida pelos trabalhadores;
- contestar a eliminação de direitos específicos dos trabalhadores de turnos;
- combater a desregulação e o aumento dos horários, incluindo o «banco» de horas, que visa pôr os trabalhadores a trabalhar mais e por menos salário;
- defender os regimes de reformas, de saúde e outros benefícios sociais, obtidos ao longo de muitos anos de luta, de muito trabalho e de riqueza produzida.
A federação recorda que a administração da Petrogal, «no quadro da ofensiva contra os direitos dos trabalhadores, suspendeu o pagamento dos subsídios de infantários e creches e do subsídio atribuído aos trabalhadores com filhos deficientes», facto que «evidencia a total ausência de ética da administração do Grupo GALP, presidida por Américo Amorim». É «completamente imoral» que a administração «comece por atacar os direitos sociais atribuídos aos filhos dos trabalhadores, direitos adquiridos há muitos anos e que resultaram da luta», quando se sabe que este grupo económico «nos últimos cinco anos atingiu lucros superiores a dois mil milhões de euros».
«Mas a administração quer prosseguir o ataque a outros direitos laborais e sociais, com particular incidência nos regimes de saúde e de reformas», alerta a Fiequimetal.