Aumentar salários na ferrovia

Sem actualização salarial desde 2009, os ferroviários estão a perder 7,23 por cento, o que ainda mais justifica a apresentação de propostas reivindicativas em todas as empresas. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário publicou um quadro, com exemplos de algumas perdas mensais nos níveis salariais mais comuns, entre 48 e 129 euros.
«Aumentar os salários é um imperativo nacional, porque apesar do roubo dos salários e dos direitos, feito com o argumento da elevada dívida pública, o que se verifica é o crescimento da mesma, que justifica depois a continuação dos ataques aos salários e direitos», protesta o sindicato da Fectrans/CGTP-IN, num comunicado que emitiu na semana passada.
A discussão das propostas sindicais vai avançar, na estrutura e com os trabalhadores, a partir de conteúdos comuns que o SNTSF adianta: mais quatro por cento nas tabelas salariais (garantindo um aumento mínimo de 40 euros) e nas cláusulas de expressão pecuniária; reposição integral das normas dos acordos de empresa (particularmente sobre o pagamento do trabalho suplementar) e devolução, com retroactivos, dos valores de diuturnidades e evoluções indiciárias; reposição do direito centenário ao transporte, roubado aos ferroviários no activo e reformados.

Vai ser exigido o reinício da negociação de um acordo de empresa na CP Carga, permanecendo em vigor o AE da CP nas matérias acordadas com as primeiras administrações após o desmembramento.

Na Metro Transportes do Sul e na Fertagus, do Grupo Barraqueiro, o caderno reivindicativo incluirá a exigência de negociação de um AE.

EMEF 

Com o investimento público adequado, a EMEF tem condições para alargar a sua actividade à construção de material circulante, defendeu o Secretário-geral da CGTP-IN, no dia 24 de Novembro. Arménio Carlos participou em Oeiras num plenário de trabalhadores da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, no âmbito da jornada de esclarecimento e mobilização para as concentrações de sábado, 28. Entre os trabalhos que poderiam ser executados pela EMEF, destacou a necessária renovação da frota da CP, especialmente em linhas suburbanas, e também do Metropolitano de Lisboa.

 



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