Demissão com mais razão
A administração comum da Transtejo e da Soflusa já deveria ter sido demitida, pela sua «prática de confronto com os trabalhadores e geradora de conflitos laborais, com uma onda repressiva nunca antes vista». Para os sindicatos da Fectrans no sector fluvial, as razões para essa demissão «foram reforçadas com a proposta de revisão global dos acordos de empresa», a qual se inscreve «numa linha de fusão e privatização das empresas de transporte público de Lisboa que, na passada sexta-feira, por decisão política da actual maioria parlamentar, foi derrotada na AR».
Num comunicado de dia 30, os sindicatos Fluviais, Ferroviários e da Marinha Mercante propõem aos trabalhadores que as propostas enviadas dia 20 pela administração sejam formalmente rejeitadas, mantendo-se em vigor os actuais AE, e seja exigida uma actualização salarial de quatro por cento, com um mínimo de 40 euros.
Os sindicatos da CGTP-IN declaram que «tudo farão, tal como é prática, para manter e alargar a unidade na acção com todas as estruturas de trabalhadores». Alertam que «o caminho não é o do envolvimento na discussão das propostas provocatórias da administração, mas sim exigir e lutar» por aumentos salariais, pela aplicação dos actuais AE, «pelo arquivamento de todos os processos disciplinares e anulação de todas as sanções que resultem do exercício de direitos dos trabalhadores ou decorrentes de ordens ilegais e ilegítimas».