China enfrenta pressão militar

A polícia japonesa prendeu uma centena de pessoas, na sua maioria idosos, que bloquearam, dia 29 de Outubro, a estrada de acesso a Henoko, onde as autoridades nipónicas autorizaram a instalação da base norte-americana até aqui situada em Futenma. A transferência da instalação militar dos EUA, acordada entre os governos de Washington e Tóquio em 1996, merece a rejeição maioritária da população de Okinawa. O presidente da Câmara local tudo fez para obstaculizar o processo, mas a semana passada o executivo japonês anulou o cancelamento da licença decretado por Takeshi Onaga e ordenou o início dos trabalhos.

A decisão foi tomada quando os EUA e o Japão iniciaram exercícios navais nos limites do Mar do Sul da China, envolvendo justamente uma esquadra norte-americana colocada num porto japonês. Tóquio garantiu que as manobras não estão relacionadas com a recente tensão em torno da soberania marítima e aérea naquela zona, mas Pequim entende-as como uma provocação, apelou aos EUA para que permaneçam no caminho da cooperação e da paz, e assegurou que apesar de prosseguir no Mar do Sul da China uma política estritamente defensiva, não hesitará em preservar «de forma resoluta a sua soberania territorial e os seus interesses marítimos».

Paralelamente, a República Popular da China fez saber que não aceitará a mediação de terceiros em relação à disputa do Mar do Sul da China, depois de o Tribunal Permanente de Arbitragem, sediado em Haia, ter aceitado uma queixa das Filipinas.

Pelo Mar do Sul da China, que na sua quase totalidade está sob soberania chinesa, passa um terço do petróleo negociado mundialmente. Vietname, Malásia, Filipinas, Taiwan e Brunei reclaman soberania sobre uma parte e os EUA já avisaram que as acções que realizam se destinam a apoiar os seus aliados regionais.




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