Para a Greve Geral
Mais de 600 sindicatos gregos participaram na jornada de luta de dia 22, convocada pela PAME, inserida na mobilização para a greve geral do próximo dia 12.
Sindicatos mobilizam-se contra nova ofensiva antipopular
As acções, que tiveram lugar em cerca de meia centena de cidades da Grécia, foram a resposta da Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME) às recentes medidas anti-sociais anunciadas pelo governo do Syriza-ANEL.
O novo pacote de redução dos direitos sociais e de agravamento dos impostos é também a razão que levou a principais centrais sindicais, incluindo a GSEE (sector privado) e ADEDY (sector público), a convocar uma greve geral para a próxima semana.
Segundo a PAME, as medidas impostas, no âmbito do terceiro memorando, visam novos cortes das pensões e a subida da idade da reforma para os 67 anos, a limitação do acesso aos cuidados de saúde, destruição da Segurança Social universal, cortes salariais, a liberalização dos despedimentos e um programa de privatizações.
Na véspera da aprovação no parlamento, dia 15, das medidas do terceiro memorando, dezenas de activistas da PAME ocuparam simbolicamente o edifício do Ministério do Trabalho, em Atenas.
Na fachada do edifício, os manifestantes colocaram um pano gigante com a inscrição: «Não seremos os escravos do século XXI. Não à destruição da Segurança Social, aos despedimentos em massa, à pobreza e ao desemprego».
A ocupação prolongou-se até ao dia seguinte, terminando à noite com uma grande manifestação no centro da capital grega.
No início desta semana, dias 2 e 3, os trabalhadores dos transportes marítimos realizaram uma greve contra os planos do governo de eliminar o sistema de segurança social do sector e liberalizar a composição das tripulações na frota de ferries, com vista a reduzir o seu número e generalizar o trabalho sem direitos. O sector voltará a paralisar na greve geral.