AIHSA tem que cumprir
O Sindicato da Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve decidiu realizar uma série de acções de protesto frente a estabelecimentos hoteleiros da região e também na baixa de Faro, para denunciar publicamente o facto de a associação patronal AIHSA não cumprir o acordo celebrado a 9 de Fevereiro, para que as novas tabelas salariais entrassem em vigor a partir de 1 de Março.
«A AIHSA não quer a publicação oficial das novas tabelas, por não querer melhorar os salários de miséria que são praticados no sector e que já não são actualizados, na sua maioria, há pelo menos seis anos», acusa o sindicato da Fesaht/CGTP-IN, num comunicado de imprensa que divulgou esta segunda-feira, na véspera de mais uma jornada de iniciativas públicas.
Com as acções de protesto – que tiveram lugar a 27 de Agosto, no concelho de Portimão, e a 1 de Setembro, nos concelhos de Loulé e Faro, culminando com uma concentração frente à AIHSA, na capital algarvia – o sindicato pretendeu exigir o aumento imediato dos salários e alargar o apelo a que os trabalhadores se sindicalizem e dêem «mais força à luta por uma vida melhor», num momento em que as empresas do turismo alcançam resultados históricos.
Centro
Nas zonas balneares de Peniche e da Nazaré, o Sindicato da Hotelaria do Centro realizou, no dia 27, quinta-feira, uma «acção de sensibilização, reivindicação e denúncia», dirigida a trabalhadores, patrões e clientes dos sectores de restauração e pastelaria, visando combater a precariedade, defender a contratação colectiva e exigir melhores salários.
Naquela zona nota-se bem o peso do trabalho sazonal, com o número de trabalhadores a crescer dos habituais sete mil para cerca de 20 mil. O sindicato da Fesaht/CGTP-IN pretendeu alertar os trabalhadores para os direitos inscritos no contrato colectivo de trabalho e para o facto de não haver aumentos salariais há cinco anos. António Baião, presidente do sindicato, explicou ainda aos jornalistas que esta foi uma forma de conhecer mais em concreto as condições de trabalho e os níveis de precariedade, podendo resultar em queixas à ACT.
Desde Julho, o sindicato realizou acções semelhantes em Aveiro, na Figueira da Foz e em Fátima.