Prestar contas
Caro Manuel Pinheiro,
Decidi escrever-lhe a propósito do texto que publicou na Internet*, intitulado «eu não vou votar no PCP... mas devia», que li com especial apreço.
Diz o Manuel que o PCP é o único Partido que envia «o relatório de todas as acções que tomou no que à agricultura diz respeito». Não estranhe. Nem os partidos nem os deputados são todos iguais e os deputados deste Partido levam muito a sério o mandato que o povo português lhes confiou, e prestam contas a quem os elegeu.
Afirma ainda que na Comissão dos Vinhos Verdes receberam «dezenas de mails do PCP... dando informações... colocando questões, enviando documentos». O que complementa com a informação de que «não passa uma legislatura em que os deputados do PCP... não nos peçam uma reunião». Se no PCP temos uma política alternativa patriótica e de esquerda, que acerta nos seus elementos essenciais, não é porque tudo saibamos, mas porque ouvimos os interessados nessa política, fazendo-o, como bem afirma na sua publicação, não como um número de charme, mas para incorporar na nossa opinião o saber, a criatividade, as propostas, os interesses de quem lida e conhece de perto os problemas.
E, como refere o Manuel, isto não é um estilo de trabalho apenas deste ou daquele sector. Não faltarão professores, juízes, desportistas, homens e mulheres da cultura, operários das mais diversas profissões, jornalistas, estudantes, pescadores, empresários, agricultores, dirigentes associativos, dirigentes sindicais, autarcas, e etc., a dizer o mesmo.
Compreenderá que eu tenha ficado com um sorriso de orelha a orelha quando li o seu texto. E que lhe diga que para além da vontade que dá votar no PCP, não se desapontaria se o fizesse.
A si, Manuel Teixeira, e a todos os que, talvez tolhidos pelo preconceito, não conseguem concretizar a vontade e a consciência de que esse era o voto que serviria melhor os seus interesses, reafirmo não se arrependeriam ao dar esse passo.
E já agora, permito-me ainda lembrar-lhe que para votar nos homens e mulheres que dão corpo a este projecto colectivo que é o PCP, é só necessário procurar a foice e o martelo seguido do girassol. É só fazer a cruzinha.
Que não trema a mão a ninguém.
*(http://coisasdovinhoverde.blogspot.pt/2015/08/eu-nao-vou-votar-no-pcp-mas-devia.html)