Paz e cooperaçã entre os povos
O Conselho Mundial da Paz (CMP) surgiu há 65 anos como estrutura mundial empenhada na defesa da paz, da solidariedade e da cooperação entre os povos. Em comunicado, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) lembra que, pela primeira vez na história, «foi possível erguer uma vasta frente de luta pela paz, o desarmamento e a soberania, contra a guerra, o fascismo, o colonialismo e qualquer outra forma de opressão dos povos».
Foi no âmbito deste movimento, com expressão em dezenas de países de todos os continentes, que, em Março de 1950, foi lançado o Apelo de Estocolmo contra as armas nucleares, «determinante para que o terror de Hiroxima e Nagasáqui não se tenha voltado a repetir»; e «foi este movimento que, desde a primeira hora, repudiou a NATO e os seus objectivos belicistas e expansionistas e contestou as guerras movidas contra os povos da Coreia, do Vietname, da Jugoslávia, do Iraque, do Afeganistão, da Líbia, entre outros».
Em conjunto com as suas organizações-membro nacionais, foi também o CMP que se bateu «pela celebração de acordos internacionais visando o desarmamento, nomeadamente o nuclear, e o desanuviamento das relações internacionais»; que contribuiu «para o êxito da Conferência de Helsínquia sobre Segurança e Cooperação na Europa, finalizada em 1975»; que «apoiou sem reservas a emancipação dos povos da Ásia e de África do domínio colonial»; que «dinamizou campanhas em prol dos povos da Nicarágua, de Cuba, de Angola, da África do Sul, da Palestina ou do Saara Ocidental»; que «nunca hesitou na solidariedade aos povos vítimas do fascismo – como, até 1974, foi o caso do povo português», salienta o CPPC.
70 anos após a derrota do nazi-fascismo
Hoje, «graves ameaças pairam sobre os povos», num quadro em que os focos de agressão e de guerra se multiplicam, em que as potências ocidentais confrontam a Federação Russa e a China, em que a corrida aos armamentos e as despesas militares não mostram sinais de abrandamento, afirma o CPPC, destacando que, «sob pretextos como a “defesa dos direitos humanos” e o “combate ao terrorismo”, à “pirataria”, à “imigração” e às “armas de destruição massiva”», se promove «a guerra, a desestabilização de estados e forças de cariz fascista, neonazi, terroristas».
Neste quadro, em que «o saque de riquezas e recursos, o controlo de mercados e fontes de energia e matérias-primas, o domínio de zonas sensíveis do globo e a limitação do crescimento das chamadas potências emergentes» são os reais propósitos das ingerências e das guerras, o CPPC sublinha a necessidade da sua intervenção, com «um papel cada vez mais activo, mobilizador e aglutinador», «certo de que a guerra e a opressão, por mais força que tenham os que a promovem, podem ser travadas e derrotadas».