Produtores de leite somam prejuízos

Governo ignora realidade

Rejeitando a ideia de que a agricultura «vai de vento-em-popa», a Associação Portuguesa de Produtores de Leite e Carne (APPLC) acusa o Governo de estar a «enganar os portugueses e os agricultores em particular, vendendo-lhes gato por lebre».

Nova baixa de preços em Maio

Durante a actual legislatura, refere em comunicado a APPLC, «não se notaram nenhumas melhorias que resultassem em melhores rendimentos para os agricultores, bem pelo contrário, aumentaram as dificuldades e muitas delas são da exclusiva responsabilidade do Governo, originadas pelas suas opções políticas ou pela ausência nos momentos em que era necessária a sua intervenção e presença».

A Associação de Produtores de Leite e Carne acusa, por isso, a ministra da Agricultura e o Executivo PSD/CDS de «falta de responsabilidade» ao não «acautelar os interesses da produção agrícola nacional», como aconteceu nos casos do embargo à Rússia e no acordo de mercado UE/EUA, «assumindo o papel de “lambe botas” de Bruxelas».

Mais dificuldades

A APPLC critica ainda o fim das quotas de produção de leite, em Março, e dá conta de uma nova baixa de preços em Maio, passando o produtor a receber em média 0,27/0,28 cêntimos por litro. Esta redução, justificada com a existência de excesso de leite no mercado europeu, acrescenta dificuldades ao sector, dando um empurrão para a falência de mais explorações.

«Com a prática destes preços pagos pela indústria e com os custos de produção que rondarão os 0,35/0,36 cêntimos por litro, a produção de leite entrou num processo de somar prejuízos», lamenta a Associação, referindo que este «é o resultado do fim das quotas de produção, para cujas consequências temos vindo a alertar há vários anos os consecutivos governos que nunca nos deram ouvidos». «Com estes custos de produção e os preços ao consumidor, a indústria teria de estar a pagar no mínimo a 0,40 cêntimos o litro. Estranho para nós é a industria ter este comportamento de baixa de preços sem que o mesmo aconteça ao consumidor», acrescenta a APPLC.

Alargamento do prazo
às ajudas da PAC

Termina a 31 de Maio o período oficial para a apresentação das candidaturas às ajudas da Política Agrícola Comum (PAC), que se iniciou a 1 de Março. Entretanto, face aos atrasos do Ministério da Agricultura e do Mar (MAM) na publicação da legislação e na preparação da aplicação informática, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) reivindica a prorrogação do prazo para 15 de Junho, «tempo necessário para que todos os agricultores possam fazer a sua candidatura às ajudas da PAC».

A CNA reclama ainda que o MAM «dote os seus serviços com as condições necessárias para que os controlos sejam realizados atempadamente, permitindo os pagamentos aos agricultores em Outubro».




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