Venezuela não é uma ameaça
Em Portugal, como um pouco por todo o mundo, são cada vez mais os que exigem a revogação, pelo presidente dos EUA, do decreto que considera a Venezuela uma ameaça.
A Venezuela conta com crescentes apoios no mundo
Correspondendo ao apelo para um Dia Internacional de Solidariedade com a Revolução Bolivariana, promovido pelo Comité de Solidariedade Internacional venezuelano (COSI), o Conselho Português para a Paz e Cooperação e a Associação de Amizade Portugal-Cuba promovem no próximo domingo, 19, uma sessão de solidariedade no auditório da Junta de Freguesia de Amora, no concelho do Seixal. A sessão, com início marcado para as 15 horas, tem lugar simbolicamente no aniversário da revolução de 1810, em Caracas, que marca o início da luta pela independência.
Entretanto, o CPPC divulgou os nomes das personalidades portuguesas que subscreveram a iniciativa mundial pela «retirada imediata da ordem executiva contra a Venezuela», apresentada pelo presidente Nicolas Maduro na Cimeira das Américas que decorreu no passado fim-de-semana no Panamá. Entre os subscritores estão os sindicalistas Arménio Carlos, Augusto Praça, Ana Amaral, Deolinda Machado, Libério Domingues e Pedro Frias; os presidentes do CPPC, da Associação de Amizade-Portugal-Cuba, da Casa do Alentejo, d' A Voz do Operário e da Câmara Municipal de Loures, respectivamente Ilda Figueiredo, Augusto Fidalgo, João Proença, Manuel Figueiredo e Bernardino Soares; o jornalista Alfredo Maia; o musicólogo António Cartaxo; o historiador Manuel Loff; os médicos Carlos Silva Santos, Mário Pádua, José Manuel Jara e Sebastião Santana; os escritores Domingos Lobo, José Viale Moutinho e Modesto Navarro; e os professores Avelãs Nunes, António Sousa Dias, Helena Rato e Joana Espaín.
Subscreveram ainda o apelo os actores André Albuquerque, Fernanda Lapa, Joana Manuel, Luísa Ortigoso, Rita Cruz e Rita Lello, os músicos Fausto Neves, João San Payo, José Robert, Maria Anadon, Rita Pinho, Rui Alves e Tiago Santos, e ainda o realizador Bruno Cabral e a produtora musical Sara Vargas.
PCP presente
Deste crescente movimento de solidariedade para com a Venezuela bolivariana, a braços com a crescente ingerência do imperialismo e da oligarquia, faz também parte o PCP, que subscreveu recentemente dois documentos, um destinado aos partidos comunistas, operários e revolucionários e o outro a movimentos sociais de todo o mundo. Ambos reclamam a revogação imediata do decreto que declara a Venezuela uma «ameaça inusual e extraordinária à segurança nacional e política externa dos Estados Unidos» e garantem que a ameaça real provém dos EUA e do seu presidente, Barrack Obama.
Concretizando esta afirmação, o Partido Comunista da Venezuela promoveu uma declaração, entretanto subscrita por diversos partidos, na qual se lembra que é o imperialismo o «promotor e executor de golpes de Estado, ocupações militares sangrentas e o maior violador de direitos humanos». Nesse texto recorda-se as 74 bases militares norte-americanas instaladas em torno da América Latina e Caraíbas, 13 das quais rodeando a Venezuela.
No outro documento acusa-se Obama e os EUA de pretenderem «retroceder o relógio histórico da região» ao conspirarem contra a democracia, as maiorias populares e a paz com justiça que «tantos sacrifícios custou a milhões de venezuelanos e latino-americanos».