Greve prossegue na Radio France

Os trabalhadores da Radio France decidiram, dia 10, em assembleia geral, prosseguir a greve iniciada a 22 de Março, contra o plano de economias que visa reduzir o orçamento do grupo público em 20, 3 milhões de euros nos próximos três anos.

O plano de «emagrecimento» prevê a extinção de 250 a 330 postos de trabalho, o fim das emissões em ondas longas e médias e outras alterações no grupo, que hoje integra as redacções da France Culture, France Info, France Inter, France Musique, FIP, Mouv' e 44 rádios locais de France Bleu.

Entretanto, na semana passada, dia 8, um grupo de 180 jornalistas da Radio France divulgou um apelo em que denuncia o uso e abuso dos vínculos precários.

O documento salienta que a precariedade está presente em todas as profissões da empresa (desde animadores, a produtores, técnicos, etc.), revelando que só no ano passado foram contratados 296 jornalistas à tarefa e 103 com contratos a prazo.

Os subscritores chamam a atenção para a ilegalidade dos procedimentos, notando que há jornalistas que já assinaram em poucos anos 200 contratos com a mesma empresa.

As condições de trabalho impostas a estes profissionais, além de desumanas, também não têm qualquer racionalidade económica. Durante longos anos, os jovens jornalistas são obrigados a estar disponíveis a qualquer momento, pois podem ser chamados na véspera ou no próprio dia para se apresentarem numa das redacções da empresa.

Por vezes deslocam-se centenas de quilómetros das respectivas residências para períodos de trabalho de apenas alguns dias. Este sistema é também dispendioso, já que a empresa tem de compensar permanentes custos de deslocação e alojamento.

Por isso, o apelo exige a regularização dos vínculos precários, considerando que tal medida não só contribuiria para melhorar o funcionamento da empresa, como até permitiria reduzir custos.




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