Italianos não aceitam reforma laboral

Marcha contra Renzi

Dezenas de milhares de pessoas manifestaram-se, no sábado, 28, no centro Roma, em protesto contra a reforma laboral, conhecida por «jobs act».

Metalúrgicos apelam a frente contra Renzi

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A jornada foi organizada pela maior federação sindical de metalúrgicos (FIOM), sob o lema «Unamo-nos!».

Com esta consigna, a direcção da FIOM, liderada por Maurizio Landini, apela à unidade da esquerda política, hoje fragmentada, com vista à formação de uma «coligação social» contra primeiro-ministro do Partido Democrático (PD), Matteo Renzi.

Na sua intervenção, Landini acusou o chefe do governo de se desviar para o centro político, abandonando os valores tradicionais da esquerda.

«Uma nova Primavera começa hoje para a Itália», disse Landini que esteve acompanhado pela secretária-geral da CGIL, Susana Camusso.

«Estamos prontos para a luta, sabendo que temos mais apoio do que o governo».

No centro da contestação está a nova reforma laboral, aprovada em Fevereiro na câmara baixa do parlamento, que permite às empresas efectuar despedimentos por razões económicas e elimina o princípio da justa causa (consagrado no célebre artigo 18.º), assim como a obrigatoriedade de reintegração caso a justiça assim o determinasse.

Renzi apregoa que a sua lei irá permitir reduzir o número de desempregados, perspectiva que é refutada pelos sindicatos, mostrando que a crescente deterioração das condições de trabalho nos últimos anos apenas produziu mais desemprego.

Como sublinhou Landini, «Renzi aboliu o artigo 18.º, enquanto Berlusconi, perante o protesto dos sindicatos, viu-se obrigado a recuar». Em matéria laboral, o balanço é pois claro: Renzi «fez pior que Berlusconi», afirmou o dirigente sindical.

A situação do mercado de trabalho é particularmente grave para os jovens até aos 25 anos, 42 por cento dos quais estão desempregados.

Na manifestação participaram vários deputados do PD, assim como dirigentes de vários partidos de esquerda.




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