Deputados de esquerda aprovam declaração na EUROLAT

Contra a ingerência, pelo progresso dos povos

Deputados progressistas e de esquerda da América Latina e de países europeus aprovaram uma declaração conjunta, no âmbito dos encontros das comissões permanentes da Assembleia Euro-Latino-Americana, realizados entre 16 e 19 de Março, na cidade do Panamá.

O documento, em cuja redacção e aprovação a deputada do PCP, Inês Zuber, teve uma participação activa, manifesta em primeiro lugar apoio incondicional à independência e soberania da Venezuela, denunciando as manobras de desestabilização externas e repudiando de forma categórica a decisão dos EUA de qualificar este país como «uma ameaça extraordinária».

Entre outras posições, a declaração reclama o fim do bloqueio a Cuba, apoia o processo de paz na Colômbia, rejeita as políticas de ingerência da União Europeia e dos EUA na Ucrânia e expressa solidariedade com as lutas dos povos da Europa atingidos pelas políticas de austeridade.

Os deputados subscritores condenam ainda os planos desestabilizadores da democracia argentina e denunciam a campanha suja da transnacional Chevron-Texaco contra as legítimas acções das comunidades indígenas amazónicas da República do Equador, que exigem a reparação integral da contaminação provocada pela empresa com graves efeitos sobre a saúde da população.

A declaração afirma a sua «profunda rejeição» do Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP), que está a ser negociado em segredo entre a UE e os EUA, qualificando-o como «uma tentativa de impor um modelo global de livre comércio e investimento», para «reforçar o poder e as margens de lucro das empresas, em prejuízo dos direitos democráticos a nível internacional e nacional».

Condenando de forma inequívoca o recrudescimento do terrorismo e manifestando solidariedade a todas as vítimas dos recentes atentados em Túnis e em Paris, a declaração sublinha que «estes fenómenos são inseparáveis do apoio que o imperialismo proporcionou a organizações fundamentalistas», bem como «da sua política de agressão a países do Médio Oriente».




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