Manifestações em França
contra a austeridade

Na rua, pela alternativa

Cerca de cem mil pessoas em 30 manifestações realizadas, dia 15, nas principais cidades de França, condenaram as políticas de austeridade e exigiram uma alternativa.

Frente contra a austeridade defende políticas alternativas

A jornada de luta contra as políticas do Governo de Valls/Hollande foi convocada pelo colectivo 3A (Alternativa À Austeridade), que junta várias centrais sindicais (CGT, Solidaires, FO ou FSU), associações e tem o apoio de diversos partidos políticos (Partido Comunista Francês, Partido de Esquerda, Esquerda Unitária, Novo Partido Anticapitalista, Nouvelle Donne, Europa Ecologia - Os Verdes ou ainda os dissidentes do PS, designados socialistas «afligidos)».

As acções do 3A tiveram o apoio de 200 personalidades francesas e de mais de 70 organizações que se mostram determinadas a combater as políticas de austeridade.

Em Paris, onde decorreu a maior manifestação com cerca de 30 mil participantes, dirigentes políticos das forças representadas encabeçaram o desfile, ombro a ombro com representantes de organizações feministas, de desempregados, bem como dirigentes sindicais e dirigentes estudantis.

Outros importantes desfiles tiveram lugar em Toulouse, com mais de cinco mil pessoas, que marcharam sob a palavra de ordem «exijamos uma nova distribuição da riqueza».

São ainda de assinalar as concentrações e desfiles em Estrasburgo, Nice, Bordéus ou Nantes.

Como pano de fundo dos protestos e da diversidade das palavras de ordem está o orçamento do Estado para o próximo ano que mantém os salários e pensões congelados, ao mesmo tempo que concede mais benesses ao capital e às grandes empresas.

Atacar as desigualdades

No seu apelo, o colectivo 3A salienta a necessidade da adopção de políticas que tenham em conta as «necessidades sociais e ataquem as desigualdades». Entre outras medidas, ressalta a necessidade de «uma reforma fiscal» que «permita uma redistribuição da riqueza e o relançamento dos investimentos produtivos em benefício da grande massa da população».

«É preciso recuperar o poder de compra, aumentar os salários, criar empregos», refere o apelo, defendendo a industrialização do país e o controlo do capital e da finança, cujas rendas são suportadas pelos trabalhadores, desempregados, precários, pensionistas e jovens.

O 3A considera que existe «uma maioria de mulheres e homens disponíveis para esta alternativa social e política: forças sindicais, sociais, associativas e políticas que pretendemos juntar».

 



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