Sair do balcão para a luta
Meia centena de membros de comissões de trabalhadores (CT) alertaram para a degradação da situação sócio-laboral no sector bancário e decidiram reforçar o esclarecimento e a luta. A assembleia ocorreu no mesmo dia em que trabalhadores do Grupo Espírito Santo protestaram frente à sede do Novo Banco.
Degrada-se a situação dos trabalhadores
Na reunião da Comissão Coordenadora das CT do sector bancário realizada quarta-feira, 15, em Lisboa, participaram estruturas representativas da CGD, BPI, Santander, Montepio, Banco Popular, BCP e Parvalorem. As CT do Barclays e do BIC enviaram saudações à assembleia onde, entre outras questões, se decidiu reforçar a actividade das CT e a exigência de uma mais equitativa distribuição dos rendimentos entre capital e trabalho, manifestar solidariedade a todos os trabalhadores bancários vítimas de perseguição e apoiar os trabalhadores do Barclays e da Parvalorem na defesa dos respectivos postos de trabalho, objectivo extensível aos trabalhadores do Novo Banco, os quais, para mais, defendem manutenção da empresa «sob orientação do Estado».
Além de identificarem a degradação sócio-laboral entre os trabalhadores da banca, fruto do desrespeito das convenções colectivas de trabalho, do incumprimento de horários e das regulações de categorias e carreiras ou do congelamento salarial, as CT comprometeram-se, ainda, a elaborar cadernos reivindicativos por empresa, defender a aplicação de todos os Instrumentos de Regulação Colectiva em vigor e dinamizar a acção reivindicativa, concertando-a com a luta do movimento sindical por melhores condições de vida e em defesa da contratação colectiva.
Recusar a factura no
Novo Banco e Tranquilidade
Ausência justificada na assembleia foi a da CT do Novo Banco, que à mesma hora preparava a tribuna pública promovida, ao final da tarde, pelo Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e Afins (SINAPSA) e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira (SINTAF). Dezenas de trabalhadores do Novo Banco e da Tranquilidade participaram na concentração frente à sede do Novo Banco, na Avenida da Liberdade, exigindo que a nova entidade de crédito e a seguradora permaneçam autónomas e sob controlo público.
Na iniciativa em que intervieram Susana Nobre, da CT do Novo Banco, José Manuel Jorge, do SINAPSA e da CT da Tranquilidade, Rute Pires e José Cabrita, dirigente e coordenador do SINTAF, respectivamente, Arménio Carlos, Secretário-geral da CGTP-IN, defendeu que os envolvidos na falência do Grupo Espírito Santo sejam responsabilizados política e criminalmente.
Ao Governo, Arménio Carlos advertiu para a necessidade de proteger os trabalhadores, e alertou que a concretizar-se a alienação do Novo Banco, como pretende o Governo, «é mais que evidente que a factura vai ser apresentada ao erário público».
Além de identificarem a degradação sócio-laboral entre os trabalhadores da banca, fruto do desrespeito das convenções colectivas de trabalho, do incumprimento de horários e das regulações de categorias e carreiras ou do congelamento salarial, as CT comprometeram-se, ainda, a elaborar cadernos reivindicativos por empresa, defender a aplicação de todos os Instrumentos de Regulação Colectiva em vigor e dinamizar a acção reivindicativa, concertando-a com a luta do movimento sindical por melhores condições de vida e em defesa da contratação colectiva.
Recusar a factura no
Novo Banco e Tranquilidade
Ausência justificada na assembleia foi a da CT do Novo Banco, que à mesma hora preparava a tribuna pública promovida, ao final da tarde, pelo Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e Afins (SINAPSA) e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira (SINTAF). Dezenas de trabalhadores do Novo Banco e da Tranquilidade participaram na concentração frente à sede do Novo Banco, na Avenida da Liberdade, exigindo que a nova entidade de crédito e a seguradora permaneçam autónomas e sob controlo público.
Na iniciativa em que intervieram Susana Nobre, da CT do Novo Banco, José Manuel Jorge, do SINAPSA e da CT da Tranquilidade, Rute Pires e José Cabrita, dirigente e coordenador do SINTAF, respectivamente, Arménio Carlos, Secretário-geral da CGTP-IN, defendeu que os envolvidos na falência do Grupo Espírito Santo sejam responsabilizados política e criminalmente.
Ao Governo, Arménio Carlos advertiu para a necessidade de proteger os trabalhadores, e alertou que a concretizar-se a alienação do Novo Banco, como pretende o Governo, «é mais que evidente que a factura vai ser apresentada ao erário público».