Incerteza em Belém

A in­te­gração da Fun­dação do Centro Cul­tural de Belém (CCB) no uni­verso da Ad­mi­nis­tração Cen­tral e da­quele equi­pa­mento no cha­mado eixo de mu­seus e mo­nu­mentos de Ajuda-Belém sus­cita pre­o­cu­pa­ções ao Sin­di­cato dos Tra­ba­lha­dores de Es­pec­tá­culos. Re­a­gindo a no­tí­cias que dão conta da cri­ação de um único or­ga­nismo para a gestão e con­ser­vação do CCB, dos mu­seus dos Co­ches e Na­ci­onal de Ar­que­o­logia, assim como do Mos­teiro dos Je­ró­nimos, o STE alerta que o pro­cesso de con­cen­tração se re­flec­tirá «em cortes nos sa­lá­rios e na perda de au­to­nomia fi­nan­ceira [do CCB]», e «co­loca dú­vidas sobre qual será o fu­turo da Fun­dação e, por con­sequência, dos seus tra­ba­lha­dores».
Em co­mu­ni­cado, o sin­di­cato con­si­dera também que «o clima de ins­ta­bi­li­dade e des­con­fi­ança (..) em nada con­tribui para me­lhorar o ser­viço pú­blico pres­tado» pelo CCB, por isso, e face ao si­lêncio que até agora têm man­tido a gestão da Fun­dação e a tu­tela, exige que a ad­mi­nis­tração do CCB e a se­cre­taria de Es­tado da Cul­tura ve­nham a pú­blico «es­cla­recer sobre qual o fu­turo do CCB» e «as­se­gurem os postos de tra­balho de todos os tra­ba­lha­dores».
A pro­posta de Or­ça­mento do Es­tado para 2015 e as Grandes Op­ções do Plano, apre­sen­tados pelo Go­verno, con­tem­plam uma des­pesa de 16,5 mi­lhões de euros para a «gestão mais in­te­grada dos equi­pa­mentos si­tu­ados na Praça do Im­pério», mas o fi­gu­rino do pro­jecto ca­rece ainda de ex­pli­cação e ga­ran­tias, so­bre­tudo quanto ao fu­turo dos 140 tra­ba­lha­dores do CCB, 122 dos quais efec­tivos e 14 com um con­trato a termo in­certo, de­ta­lhou João Bar­reiros, do STE, em de­cla­ra­ções à Lusa.



Mais artigos de: Trabalhadores

Demissão com mais razão

A pri­meira aná­lise da CGTP-IN à pro­posta de Or­ça­mento do Es­tado re­força os mo­tivos para que as ac­ções já mar­cadas te­nham forte par­ti­ci­pação e para que se in­ten­si­fique e alargue a luta pela de­missão do Go­verno e por uma po­lí­tica al­ter­na­tiva.

Por garantias no Bingo do Estrela

Sur­pre­en­didos por ma­no­bras trai­ço­eiras de quem tinha a res­pon­sa­bi­li­dade de os re­pre­sentar, os tra­ba­lha­dores do Bingo do Es­trela da Ama­dora não querem ir para o de­sem­prego no dia 31.

Defender os transportes da rapina

Tra­ba­lha­dores e utentes dos trans­portes são os prin­ci­pais pre­ju­di­cados pela sanha des­trui­dora e pri­va­ti­za­dora do Go­verno, que pre­tende ali­enar um pa­tri­mónio e di­reitos co­muns e, por isso, me­rece a res­posta de luta que está a ser dada no sector.

Sair do balcão para a luta

Meia cen­tena de mem­bros de co­mis­sões de tra­ba­lha­dores (CT) aler­taram para a de­gra­dação da si­tu­ação sócio-la­boral no sector ban­cário e de­ci­diram re­forçar o es­cla­re­ci­mento e a luta. A as­sem­bleia ocorreu no mesmo dia em que tra­ba­lha­dores do Grupo Es­pí­rito Santo pro­tes­taram frente à sede do Novo Banco.

«Privatizar a TAP <br> é opção ideológica»

«Não existem boas ou más privatizações, com bons ou maus candidatos», alerta o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos – SITAVA, para quem a alienação da TAP, «para além de irracional e criminosa...

Compromisso conquistado

A Postejo – Pré Fabricados de Cimento, comprometeu-se a saldar todos os montantes em dívida aos trabalhadores (subsídios e diuturnidades), a pagar sem atraso o subsídio de Natal deste ano e a tomar medidas para corrigir as irregularidades existentes em matéria de higiene e...

Greve nas cantinas pronta a servir

No sector das cantinas, refeitórios e bares concessionados, os sindicatos e os trabalhadores vão realizar uma greve nacional a 13 de Novembro, como foi revelado no dia 17, durante uma concentração frente à sede do Grupo Trivalor, em Carnaxide (Oeiras)....

Interdição contestada

Uma «medida inadequada» que «não beneficia a gestão dos recursos», considera a Federação dos Sindicatos do Sector da Pesca a respeito da interdição da captura da sardinha, imposta sem a auscultação e envolvimento dos pescadores, notou a...

Amas protestaram no Porto

Na sequência da entrada em vigor do novo regime que regulamenta a actividade profissional das amas e que, de acordo com o Governo, serviria para «abrir a actividade ao mercado», largas dezenas de amas participaram num protesto, na quinta-feira, 16, junto à sede distrital da Segurança...