Sobre a execução orçamental

Situação agrava-se

Com a economia a caminho da estagnação e da recessão, e as metas do défice e de crescimento do PIB para 2014 comprometidas, pese embora o contínuo empobrecimento dos trabalhadores e das famílias, «emerge com redobrada actualidade a urgente necessidade de ruptura com este caminho de desastre e da demissão» do Governo PSD/CDS-PP, defende o PCP numa nota emitida a 26 pelo seu Gabinete de Imprensa. 
Os dados da execução orçamental relativos aos primeiros sete meses do ano, divulgados no dia 25, traduzem um agravamento do défice de 388,8 milhões de euros, facto que não é dissociável do abrandamento económico dos últimos meses e que, acusa o Partido, vem desmentir «a propaganda do Governo sobre os “resultados” da sua política recessiva e de agravamento das condições de vida dos portugueses», para além de pôr em evidência que as metas estabelecidas para 2014 estão comprometidas.

A execução orçamental agora divulgada «mostra um claro abrandamento da receita fiscal (+4,3% até Julho, depois de ter iniciado o ano a crescer 11%), a par do aumento da despesa, impulsionado pelo peso do serviço da dívida (+14,8%)», isto, num cenário de cortes nos salários, nas pensões, nas reformas e nos apoios sociais, e da enorme carga fiscal a que trabalhadores e famílias estão submetidos.

O PCP chama ainda a atenção para o facto de, a par da «queda contínua da receita do IRC desde o início do ano (-8,9% até Julho)» e da «clara desaceleração do IRS (+6,2% até Julho, depois ter iniciado o ano a crescer 24,2%)», se registar uma redução das prestações sociais com o subsídio de desemprego (-15,2%) – apesar de o desemprego real continuar muito elevado –, dos subsídios familiares a crianças e jovens (-4,5%), do complemento solidário para idosos (-16,6%) e do rendimento social de inserção (-7,1%).




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