PIB estagna na zona euro

As expectativas de recuperação económica voltaram a gorar-se no segundo trimestre do ano, ante um crescimento anémico de 0,2 por cento no conjunto dos países da zona euro.

Segundo dados divulgados, dia 14, pelo Eurostat, a desaceleração da economia deve-se em particular ao recuo da actividade na Alemanha (-0,2%), à paralisia da França (0%) e ao regresso da Itália à recessão (-0,2%), depois de um primeiro trimestre igualmente negativo.

Também a tensão crescente nas relações com a Rússia, em particular os embargos comerciais declarados reciprocamente que atingem as exportações agrícolas dos países da União Europeia, é outro dos factores que influencia a revisão em baixa das previsões económicas.

O outro dado que faz tocar as campainhas de alarme é a descida da inflação na zona euro para 0,4 por cento, em Julho, menos uma décima em relação ao mês anterior, aproximando-se perigosamente do terreno da deflação.

Em termos homólogos, cinco países já registam uma evolução negativa dos preços: Bulgária (-1,1%), Grécia (0,8%), Portugal (-0,7%), Espanha (-0,4%) e Eslováquia (-0,2%).

Apesar da evidência dos números e das exigências de alguns países, como é o caso da França, que veio reivindicar mais estímulos económicos do Banco central Europeu e novos programas da Comissão Europeia, Bruxelas, seguindo a cartilha da Alemanha, insiste no caminho das «reformas», dando como exemplo o caso de Portugal.

Quanto aos dados estatísticos, a Comissão vês neles «uma fotografia mista que deve ser avaliada a médio prazo», considerando que os alicerces da recuperação estão «intactos».




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