Groundforce recuou

As greves de 30 e 31 de Agosto e 1 de Setembro na SPdH (Groundforce) foram suspensas, no dia 28. «Perante a unidade e luta dos trabalhadores», a administração da empresa de handling «viu-se obrigada a recuar», abrindo um processo de negociação da organização dos tempos de trabalho, salientou a Fectrans/CGTP-IN, numa nota que divulgou no dia seguinte e na qual considerou tratar-se de «uma derrota de uma administração que não se preocupa com as implicações sociais resultantes da forma como organiza o trabalho na empresa». Com a aceitação da negociação e a suspensão da greve, compete agora à administração «demonstrar o seu empenho na solução do conflito que criou», conclui a federação.

O Sitava, no dia 28, informou os trabalhadores da decisão de «dar o benefício da dúvida» à administração, «depois de vários contactos realizados nas últimas horas e dos compromissos assumidos» numa comunicação do presidente executivo da SPdH. Com a negociação anunciada para Outubro, será possível «trabalhar em soluções equilibradas», admite o sindicato da Fectrans/CGTP-IN, que saudou o pessoal da SPdH «pela sua determinação na defesa das suas condições de trabalho e da sua saúde».

A célula do PCP na TAP e SPdH considerou os compromissos assumidos pela administração como «uma importante vitória» da luta dos trabalhadores. Num comunicado de dia 29, recorda-se que esta luta começou com a oposição à assinatura do actual Acordo de Empresa, que abriu a porta aos actuais abusos. Depois das importantes jornadas de 27 de Junho e de 1 e 15 de Agosto, importa continuar vigilantes e reforçar a unidade, apelam os trabalhadores comunistas.




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