De que lado está o PS?
Num debate muito percorrido por um jogo de aparente sedução e namoro, destinado a envolver com o alto patrocínio de Cavaco Silva o PS (e com este a balancear entre afirmações tão díspares como a de que não será «muleta» nem «fará o frete» – disse-o António José Seguro – e, simultaneamente, de que «está disponível para encetar um processo de diálogo»), esta foi também uma matéria a merecer a atenção do líder comunista.
«Quando se colocava a necessidade de demitir este Governo, devolver a palavra ao povo para procurar a solução de uma política alternativa, eis que o Presidente da República – que ainda há pouco dizia que não tinha poderes para demitir o Governo – aparece agora a querer promover um governo», criticou Jerónimo de Sousa, vendo na iniciativa presidencial uma proposta «não para salvar o País mas para salvar a política de direita que o PSD e o CDS, sozinhos, não são capazes de assegurar».