Clamor a subir no trabalho e na rua

Dia de greve para todos

Na greve geral de amanhã, milhares e milhares de trabalhadores vão deixar bem claro que não aceitam mais a política que faz crescer a exploração, o desemprego, o empobrecimento e as desigualdades.

Protesto e alternativa unem-se na luta geral

Na exigência de demissão do Governo, para mudar de política, confluem as muitas razões sentidas na Administração Pública e nas empresas, que se têm mostrado também noutras greves e em fortes manifestações de rua.
O essencial dessas razões foi plasmado no pré-aviso de greve geral, que a CGTP-IN formalizou a 7 de Junho. Emprego, salários, direitos, contratação colectiva, Segurança Social e serviços públicos são os motivos gerais da luta, que a central vê dependentes de uma condição: pôr fim ao Governo do PSD e do CDS-PP e realizar eleições antecipadas, de modo a pôr fim à política de direita e obter uma alternativa política, de esquerda e soberana.
Afirmando que «Portugal tem futuro», no pré-aviso são apontadas três grandes linhas de reivindicação e de proposta: libertar Portugal da ingerência estrangeira, promover o crescimento económico e o emprego; combater a exploração e o empobrecimento, resolver os problemas dos trabalhadores; defender a Constituição, garantir as funções sociais do Estado e os serviços públicos.
Nestes três pontos são incluídas ideias por que a CGTP-IN se tem batido e que dariam resposta a problemas com que os trabalhadores e o povo, em geral, se confrontam no dia-a-dia. Exige-se, por exemplo: acabar com a «austeridade», romper com o «memorando» da troika e renegociar a dívida pública; aumentar a produção nacional, o emprego e os rendimentos do trabalho (cumprindo o acordo sobre o salário mínimo, que deve ser actualizado para 515 euros, com efeitos a Janeiro de 2013), bem como as pensões e as prestações sociais (assegurando protecção a todos os desempregados); aplicar uma taxa adicional sobre os lucros dos accionistas dos grandes grupos económicos e da banca; defender a negociação colectiva e acabar com o ataque aos direitos consagrados na contratação, revogando as normas gravosas do Código do Trabalho e removendo as propostas legislativas que visam os trabalhadores da Administração Pública; combater as privatizações e defender o Serviço Nacional de Saúde, a escola pública, a Segurança Social e o direito à habitação.
No dia da greve geral, ganham mais força as inúmeras acções, incluindo greves, de resistência ao aumento dos horários de trabalho, ao roubo dos feriados e à brutal redução do pagamento do trabalho suplementar.
A greve geral propicia ainda o momento de convergência entre as lutas dos trabalhadores e de estratos sociais que acumulam motivos para recusar este Governo e a sua política. Entre as declarações de apoio à greve geral encontramos, por exemplo, o Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos, o Movimento dos Trabalhadores Desempregados e o conselho distrital de Setúbal da Ordem dos Médicos.

 

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