Conselho Mundial da Paz reunido no Seixal
Entre amanhã e domingo têm lugar no Seixal três importantes iniciativas dedicadas à defesa da paz e da solidariedade entre os povos. Sábado à tarde o debate é aberto ao público.
Estarão em Portugal organizações de quatro continentes
Promovido em parceira entre o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) e a Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS), realiza-se no sábado, a partir das 15 horas, no Auditório dos Serviços Centrais da Câmara Municipal do Seixal (Alameda dos Bombeiros Voluntários, n.º 45), o Fórum «Região de Setúbal: pelo desenvolvimento, pela solidariedade, pela Paz». Participam, entre outros, a presidente do Conselho Mundial da Paz, a brasileira Maria do Socorro Gomes, a presidente do CPPC Ilda Figueiredo e o presidente da AMRS, Alfredo Monteiro. Estarão também presentes personalidades de diversas áreas, representantes de organizações nacionais com actividade em defesa da Paz e os delegados das estruturas integrantes do Conselho Mundial da Paz, que nesses dias estarão reunidas no Seixal.
Para as reuniões do Secretariado e da Região Europa do Conselho Mundial da Paz, acolhidas pelo CPPC (que integra o Secretariado e assume a coordenação da Região Europa), está confirmada a presença de organizações oriundas do Brasil, Cuba, Estados Unidos da América, Venezuela, Congo, Índia, Irão, Líbano, Nepal, Palestina, Turquia, Alemanha, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Geórgia, Grécia, Irlanda, Noruega, Sérvia e Portugal.
Numa nota de imprensa enviada anteontem, o CPPC lembra as condições que presidiram à criação do Conselho Mundial da Paz, na viragem da década de 40 para a de 50 do século XX, e as causas que desde sempre assumiu, como o desarmamento, o respeito pela independência e soberania dos povos e a exigência de dissolução dos blocos político-militares. Em Portugal, a luta pela Paz arrancou na mesma altura, tendo muitos activistas sido presos pela PIDE. O CPPC, que viu a sua existência formalizada em 1976, é herdeiro dos princípios que norteiam o movimento da Paz em Portugal desde os primeiros tempos da sua existência.