Parques pagos contestados

No Hospital de Santa Cruz, em Carnaxide, ocorreu na segunda-feira, de manhã, um protesto dos trabalhadores contra o pagamento do estacionamento no parque da unidade de saúde, provocando muitas dificuldades no trânsito, como relatou a agência Lusa, dando nota de uma fila que chegava à auto-estrada A5.

O SEP e o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas, numa acção conjunta, convocaram uma concentração contra a intenção da administração de obrigar o pessoal a pagar 40 euros por mês, para deixarem os carros num parque de estacionamento que o hospital agora concessionou a uma empresa, apesar de estar situado em terrenos cedidos pelo município.

Naquela manhã, formou-se uma persistente fila para entrar no único parque de estacionamento gratuito, que serve funcionários e utentes mas tem apenas cem lugares. «Se está completo, vamos aguardar até chegar a nossa vez, leve o tempo que levar», explicou um trabalhador. Assim, a fila cresceu... enquanto funcionários, concentrados à porta ou debruçados das varandas, gritavam «não pagamos» e «gatunos».

Numa saudação, distribuída nesse dia, os dois sindicatos valorizaram o exemplo de resistência, salientando que a administração determinou a 19 de Outubro que o parque deveria ser pago a partir de 1 de Novembro: «A união faz a força e a prova disso está no facto de que os trabalhadores ainda não pagaram estacionamento até hoje».

Casos semelhantes ocorreram no Hospital de Portimão (também sob contestação, a cobrança começou no dia 8 de abril, mas foi suspensa pela administração no dia seguinte, por ter motivado o congestionamento do trânsito nos acessos ao hospital) e no novo Hospital de Vila Franca de Xira (no dia da sua abertura, 28 de Março).

 



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