Defender os CTT

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O PCP rejeita a ofensiva em curso visando os Correios enquanto empresa do sector público e serviço público fundamental às populações, à economia nacional, ao desenvolvimento regional e à coesão territorial. Num comunicado do seu Gabinete de Imprensa, de dia 10, o PCP acusa o Governo de pretender privatizar os CTT ainda no primeiro semestre do ano, pondo assim em causa uma empresa com 500 anos, que dá lucro e presta um «serviço inestimável às populações de todo o País».

O Partido denuncia ainda a intenção da administração e do Governo de encerrar centenas de estações e transferir parte do serviço prestado pelos CTT para papelarias e estabelecimentos similares, ficando o restante disponível apenas em outras estações de correios, quase sempre a vários quilómetros de distância daquelas que pretendem encerrar. Garantindo estar em causa o serviço público postal, o PCP remete para o alerta deixado pelas estruturas representativas dos trabalhadores dos CTT quanto aos riscos que pairam sobre a confidencialidade do serviço, que deixará de ser assegurada.

O PCP salienta ainda o facto de estes encerramentos não obedecerem, à primeira vista, a qualquer critério (mesmo que questionável), já que ocorrem tanto em freguesias isoladas e deprimidas como em centros urbanos densamente povoados. Desde 2000 mais de um milhar de estações dos Correios foram encerradas, colocando-se agora a perspectiva de mais 200. Estes encerramentos têm incidência no desaparecimento de postos de trabalho: só no último ano a empresa terá ficado com 669 trabalhadores a menos.

Ao mesmo tempo que degrada o serviço, a administração da empresa veio anunciar uma «actualização» de tarifário, mais acentuada nas regiões do interior, constituindo assim uma opção com «particular e preocupante significado para a coesão territorial do País».

 



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