Força de confiança
Com o objectivo de discutir os principais problemas da cidade, cerca de 200 pessoas participaram, sábado, no Encontra da CDU, que se realizou no Fórum Lisboa.
No final dos trabalhos, João Ferreira, cabeça de lista à presidência da Câmara de Lisboa, lembrou que aquela iniciativa surgiu «na continuidade de um percurso de vários anos», marcado pelo «trabalho com e para a população da cidade», e pela «honestidade de quem vê no exercício de cargos públicos não uma forma de adquirir benefícios pessoais, mas sim de assumir um compromisso pela transformação da vida».
«Um percurso marcado pela competência de quem sabe que para transformar tem de conhecer e que, por isso mesmo, tem da cidade, dos seus problemas e das soluções necessárias para lhes dar resposta, o conhecimento ímpar que lhe vem de uma profunda ligação à população, aos bairros, aos locais de trabalho, enfim, ao pulsar da vida da cidade», afirmou.
Olhar para o futuro
Fazendo um balanço daquele encontro, João Ferreira salientou que o mesmo «não se limita a olhar para trás», para «o que foram os últimos quatro ou seis anos da gestão PS/António Costa», ou, até mesmo, para «o que foram os últimos 12 anos, repartidos entre maiorias do PSD/CDS e do PS».
«Este balanço visa também e acima de tudo abrir caminho, projectar o futuro e ganhar balanço para lutar por esse futuro, tão diferente deste presente», disse, frisando, mais uma vez, que «a CDU apresenta-se nestas eleições preparada para disputar e a assumir todas as responsabilidades, incluindo, naturalmente, a presidência da Câmara Municipal».
«As responsabilidades da Câmara Municipal são muito grandes face à cidade e à população que nela vive e trabalha. A correcta administração da cidade não se compadece com uma gestão distante da população e das suas necessidades, que desvaloriza os recursos do município, a começar no mais importante – os seus trabalhadores, que faz da cidade e do seu desenvolvimento fonte de boas oportunidades de negócio para satisfação de clientelas e interesses particulares, contrariando o interesse geral da população», acusou o candidato da CDU, referindo que «estas são marcas incontornáveis dos seis anos de gestão PS/António Costa, como antes haviam sido da gestão PSD/CDS».
João Ferreira criticou ainda a gestão PS/António Costa e a gestão PSD/CDS de «extinguirem mais de metade das freguesias de Lisboa», fazendo-o «à revelia das populações, concretizando intenções que esconderam na campanha eleitoral e nos seus programas». «A CDU resistiu, denunciou e combateu a extinção de freguesias. Com as populações, organizou e dinamizou a luta em defesa desta conquista que Abril trouxe ao nosso Poder Local», sublinhou.
Lisboa para todos
Porque «uma governação CDU, por Lisboa, é condição de uma Lisboa para todos!», João Ferreira, candidato à presidência da Câmara Municipal, avançou com algumas propostas para a cidade, que passam, por exemplo, pela criação de emprego, qualificado e com direitos, tirando «partido de todos os instrumentos municipais para valorizar e desenvolver o tecido produtivo e empresarial da cidade, com especial atenção aos micro e pequenos empresários».
A CDU quer ainda «definir políticas de habitação que contribuam para atrair e fixar população, estancando e revertendo a saída de jovens», «defender os serviços públicos», «travar e reverter a degradação do transporte público na cidade», «humanizar e qualificar o espaço público», «desenvolver políticas ambientais sustentáveis», «definir e implementar uma política cultural», «estipular e democratizar a prática do desporto na cidade», «concretizar uma política de dinamização com e para a juventude» e «promover uma distribuição dos benefícios do viver colectivo que atenue e progressivamente elimine as desigualdades existentes».
Candidato à Assembleia Municipal
Carlos Silva Santos, 61 anos, professor universitário na Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa e coordenador do Programa Nacional de Saúde Ocupacional na Direcção Geral de Saúde, é o cabeça de lista da CDU à Assembleia Municipal de Lisboa.
O candidato, membro da Direcção da Organização Regional de Lisboa do PCP e do Organismo de Direcção do Sector da Saúde, foi presidente do Sindicato dos Médicos da Zona Sul na década de oitenta, candidato a Bastonário da Ordem dos Médicos em 2007.