92.º aniversário do PCP

Força transformadora

Con­ti­nuam por todo o País as co­me­mo­ra­ções do ani­ver­sário do PCP, em cen­tenas de ini­ci­a­tivas co­me­mo­ra­tivas que reúnem mi­lhares de mi­li­tantes e sim­pa­ti­zantes.

O ani­ver­sário do PCP é co­me­mo­rado no País e fora dele

Em todas estas ac­ções fica pa­tente a de­ter­mi­nação e com­ba­ti­vi­dade de um co­lec­tivo em cres­ci­mento e que tem um papel de­ter­mi­nante a de­sem­pe­nhar na cons­trução de um fu­turo mais livre, mais so­be­rano e mais prós­pero para os tra­ba­lha­dores, o povo e o País. As ini­ci­a­tivas co­me­mo­ra­tivas do ani­ver­sário são, por ex­ce­lência, mo­mentos ím­pares de par­tilha de um ideal e de um pro­jecto e de re­a­fir­mação do com­pro­misso com a luta por uma so­ci­e­dade mais justa, sem ex­plo­ração nem opressão, o so­ci­a­lismo e o co­mu­nismo.

Na Ama­re­leja teve lugar um al­moço que contou com a pre­sença de mais de uma cen­tena de mi­li­tantes e sim­pa­ti­zantes do Par­tido, tendo a in­ter­venção po­lí­tica fi­cado a cargo de Bruno Dias, de­pu­tado e membro do Co­mité Cen­tral. Na sua in­ter­venção, o di­ri­gente sa­li­entou a ne­ces­si­dade de re­forçar o Par­tido, ins­tru­mento in­dis­pen­sável à der­rota do pacto de agressão e da po­lí­tica de di­reita e à cons­trução da al­ter­na­tiva. Bruno Dias va­lo­rizou ainda a his­tória de luta, co­ragem e mi­li­tância do Par­tido, que há que passar às novas ge­ra­ções de co­mu­nistas.

Na fre­guesia de Santa Vi­tória, em Beja, meia cen­tena de pes­soas co­me­morou este ani­ver­sário, onde se sa­li­entou a luta dos tra­ba­lha­dores alen­te­janos ao longo dos tempos e aquela que há que travar agora, para pôr fim à dra­má­tica si­tu­ação em que a re­gião e o País se en­con­tram. Foram também lem­brados os 100 anos de Álvaro Cu­nhal, que se as­si­nalam este ano.

Em Sa­ri­lhos Grandes, no con­celho do Mon­tijo, teve lugar um al­moço que juntou mais de 70 pes­soas. O cen­te­nário de Álvaro Cu­nhal foi um tema mar­cante, a par das elei­ções au­tár­quicas. Uma par­ti­cular sau­dação aos inú­meros de­mo­cratas sem fi­li­ação par­ti­dária que se as­so­ci­aram ao evento foi feita antes de tomar a pa­lavra Carlos Fer­nandes, do Co­mité Cen­tral, que ca­rac­te­rizou a su­ce­dânea po­lí­tica do PS, PSD e CDS-PP como a ten­ta­tiva, con­de­nada ao fra­casso, de re­solver a «qua­dra­tura do cír­culo». Na sua in­ter­venção foi re­al­çado o con­junto de ac­ções de massas, com des­taque para as con­vo­cadas pela CGTP-IN, con­tri­buto im­pres­cin­dível para uma rup­tura pa­trió­tica e de es­querda.

Par­tido a crescer

Em Pa­redes, a Co­missão Con­ce­lhia do Par­tido pro­moveu um jantar co­me­mo­ra­tivo dos 92 anos do Par­tido e do cen­te­nário do nas­ci­mento de Álvaro Cu­nhal. In­ter­vi­eram, sobre o cen­te­nário, Ivo Silva, da Co­missão Con­ce­lhia, que de­clamou um poema de ho­me­nagem a Cu­nhal de au­toria do poeta fre­a­mun­dense Ro­dela. Em se­guida, Álvaro Pinto, fer­ro­viário e ac­tual pre­si­dente da Junta de Fre­guesia de Pa­rada de To­deia e can­di­dato à pre­si­dência da As­sem­bleia Mu­ni­cipal, num dis­curso vá­rias vezes in­ter­rom­pido pelo en­tu­si­asmo dos mais de cem par­ti­ci­pantes, re­feriu-se às pró­ximas elei­ções au­tár­quicas. Cris­tiano Ri­beiro, res­pon­sável pela Or­ga­ni­zação Con­ce­lhia de Pa­redes e can­di­dato à pre­si­dência da Câ­mara Mu­ni­cipal, abordou os enormes pro­blemas do con­celho, a que o PCP e a CDU con­ti­nu­arão a dar res­posta aos mais va­ri­ados ní­veis. Lurdes Ri­beiro, da DORP, evocou a his­tória do PCP, a sua origem, per­curso e pro­jecto, ape­lando à luta pelo der­rube deste Go­verno e desta po­lí­tica e pela con­cre­ti­zação de uma po­lí­tica al­ter­na­tiva.

O al­moço co­me­mo­ra­tivo do ani­ver­sário do Par­tido no con­celho de Santa Maria da Feira reuniu largas de­zenas de pes­soas, que ti­veram opor­tu­ni­dade de usu­fruir de um mo­mento mu­sical, com Pedro Piaf e Rosa Silva e Jorge, com o seu tri­buto acús­tico a José Afonso. No que res­peita às in­ter­ven­ções, Fi­lipe Mo­reira, da Co­missão Con­ce­lhia, su­bli­nhou o valor e papel do PCP em de­fesa dos tra­ba­lha­dores, do povo e do re­gime de­mo­crá­tico, en­quanto que José Gaspar, do CC, chamou a atenção para a gra­vi­dade da si­tu­ação do País, que só uma po­lí­tica pa­trió­tica e de es­querda po­derá travar. A luta por tal al­ter­na­tiva, acres­centou, exige o re­forço da or­ga­ni­zação e in­ter­venção do Par­tido a todos os ní­veis.

Na Eu­ropa

Também na Bél­gica se as­si­nalou o ani­ver­sário do Par­tido, com um al­moço re­a­li­zado na As­so­ci­ação de Por­tu­gueses Emi­grados na Bél­gica, em que par­ti­ci­param mais de 70 pes­soas. In­ter­veio Isabel Co­elho, membro da or­ga­ni­zação par­ti­dária na­quele país, que des­tacou a ne­ces­si­dade im­pe­riosa de re­forçar o Par­tido a todos os ní­veis.

Na Suíça, o ani­ver­sário foi as­si­na­lado com um jantar re­a­li­zado em Thun, ao qual com­pa­re­ceram cerca de 20 pes­soas. Na ini­ci­a­tiva es­teve pa­tente uma ex­po­sição evo­ca­tiva do cen­te­nário de Álvaro Cu­nhal. José Carlos Mar­tinho, do nú­cleo local do PCP, enal­teceu a vida, a in­ter­venção e a obra de Álvaro Cu­nhal, «que nos per­mite hoje co­me­morar os 92 anos do Par­tido com uma iden­ti­dade e afir­mação re­vo­lu­ci­o­nária, que nos leva a in­tervir com co­ragem em de­fesa de uma so­ci­e­dade mais justa, sem ex­plo­rados nem ex­plo­ra­dores».



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Hoje, numa si­tu­ação par­ti­cu­lar­mente di­fícil para os tra­ba­lha­dores e para o povo, em que tantas e tão grandes ame­aças pairam sobre o nosso devir co­lec­tivo, é com a mesma ge­ne­ro­si­dade e em­penho que mi­lhares e mi­lhares de pes­soas se juntam ao Par­tido, prontos a dar o seu tempo, as suas ener­gias, a sua in­te­li­gência e as suas ca­pa­ci­dades ao Par­tido, ou seja, à causa da eman­ci­pação dos tra­ba­lha­dores. 

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