- Razões também dos utentes
A ofensiva contra os trabalhadores das empresas de transportes faz parte de uma política, cujos efeitos se repercutem, também, nas populações e utentes dos transportes públicos, considera a Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul, na saudação que enviou à manifestação de 9 de Março e publicou na Internet (facebook.com/cutmargemsul). A estratégia que visa beneficiar os grupos económicos com interesses no sector inclui «os brutais aumentos das tarifas, sempre acompanhados por cortes nas carreiras, os golpes contra o passe social intermodal, a retirada de descontos nos passes para estudantes e idosos».
O Governo «pretende generalizar o que já se passa na margem Sul do Tejo», acusa a comissão de utentes, referindo três exemplos:
- na concessão do comboio na Ponte 25 de Abril (serviço a que a CP foi impedida de concorrer), a Fertagus recebe avultadas verbas do Estado, mas mantém-se fora do passe social intermodal e os utentes pagam muito mais, em comparação com os valores cobrados na CP para distâncias semelhantes;
- no Metro Sul do Tejo, os utentes do passe social intermodal têm de pagar uma taxa de nove euros;
- um verdadeiro recolher obrigatório foi imposto pela TST a muitas localidades, através dos cortes de carreiras fora das horas de ponta e aos fins de semana.
Para a CUT Margem Sul, só será possível ter mais e melhores transportes públicos «com outras políticas e outro Governo, o que coloca a todos, trabalhadores e utentes, e a cada um dos que são atingidos, a necessidade de unir esforços».