Luta decidida
Os trabalhadores dos diferentes sectores da companhia aérea espanhola Ibéria iniciaram, na segunda-feira, 4, a segunda semana de greve contra a redução de postos de trabalho.
Sindicatos juntos em defesa do emprego
LUSA
Aos trabalhadores de terra e tripulantes de cabine, que já tinham paralisado entre os dias 18 e 22 de Fevereiro, somaram-se agora os pilotos, o que torna esta greve a maior da história da Iberia.
A paralisação, que se prolonga até amanhã, 8, obrigou a transportadora aérea a cancelar mais de 1300 voos, afectando cerca de 40 mil passageiros, a maioria dos quais terão sido redireccionados para outras companhias.
Logo pela manhã de segunda-feira, milhares de trabalhadores concentraram-se na zona da La Muñoza, onde se situam as oficinas, partindo em direcção ao Terminal 4 do aeroporto madrileno de Barajas.
Outras manifestações estavam previstas ao longo de toda a semana nos vários aeroportos do país.
Em causa está o plano apresentado em 12 de Fevereiro, que prevê o despedimento de 3807 trabalhadores (cerca de 19 por cento dos efectivos), e a redução de 15 por cento das ligações regulares hoje efectuadas pela Iberia e suas subsidiárias.
Segundo reafirmou Willie Walsh, conselheiro delegado do International Airlines Group (entidade resultante da fusão da Iberia com a British Airways), o plano de despedimentos é para levar a cabo de modo a rentabilizar a empresa. O mesmo responsável revelou, dia 28, que a companhia registou perdas operacionais no valor de 351 milhões de euros, em contraste com os lucros do parceiro britânico que ascenderam a 347 milhões.
Para além do despedimento colectivo, a administração da Iberia abriu, na semana passada, uma nova ronda de consultas com todos os sindicatos com vista a suspender a aplicação de determinadas cláusulas do acordo colectivo.
Os sindicatos repudiam as intenções da empresa alertando que se traduziriam numa redução remuneratória em torno dos 35 por cento, entre reduções directas do salário, congelamento, eliminação de dias livres e folgas, sendo que os pilotos seriam ainda mais prejudicados.
Um novo período de greve está anunciado entre os dias 18 e 22.