Pessoal dos EFE exige futuro

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Ainda nada de concreto foi revelado aos trabalhadores sobre o plano de reestruturação, que o Governo já terá numa fase avançada e com contornos preocupantes, para os estabelecimentos fabris do Exército: Manutenção Militar, Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento, Oficinas Gerais de Material de Engenharia e Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos.

Este foi o motivo da concentração promovida no dia 7, frente ao Ministério da Defesa, pelo Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas, Estabelecimentos Fabris e Empresas de Defesa (Steffas, filiado na CGTP-IN e integrante da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública).

«Anuncia-se medidas que, a serem postas em prática, conduzirão a uma profunda alteração do papel desempenhado pelos estabelecimentos fabris do Exército, levantando legítimas preocupações nos trabalhadores e não podendo deixar de suscitar interrogações pertinentes entre todos os que prezam os superiores interesses do País», alerta-se na resolução ali aprovada, dirigida ao ministro Aguiar-Branco.

Perante sérias e repetidas ameaças de entregar esta importante área aos interesses privados, o sindicato e os trabalhadores recordam que «têm procurado alertar a opinião pública e todos os governos para o interesse e necessidade de manter, reestruturar e desenvolver os EFE» e reafirmam que «este sector tem viabilidade económica, ocupa um espaço próprio no tecido industrial português e pode reforçar a sua implementação».

«Queremos a manutenção deste sector de actividade na esfera pública e a garantia de conservação dos 1300 postos de trabalho», disse Alexandre Plácido, dirigente do sindicato e da CGTP-IN, à agência Lusa.

A 16 de Outubro, na comissão parlamentar de Defesa, o secretário de Estado da Defesa disse que um primeiro estudo sobre esta reestruturação seria apresentado «dentro de poucos dias».




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